Oi, gente!
Oi, Rafa. 

Tudo bem com vocês?

Vamos de resenha de clássico hoje?

Pollyanna, de Eleanor H. Porter, foi escrito em 1913 e desde então se consagrou clássico, com diversas adaptações para o cinema, incluindo uma da Disney, de 1960, e uma continuação literária, Pollyanna Moça, de 1915. E é ele que eu trago pra vocês hoje!


Título original: Pollyanna || Ano: 1913 || Autora:  Eleanor H. Porter || Editora: Autêntica || Sinopse: Órfã e pai e mãe, Pollyanna, uma menina de 11 anos, é acolhida pela tia Polly, sua única parente viva. Rica e intransigente, a tia é desprovida de compreensão e afetividade, e recebe a menina em sua casa como um dever. Pollyanna, por sua vez, é uma menina encantadora, que a todos conquista com sua paixão pela vida e pelas pessoas, seu otimismo, sua alegria de viver... e o Jogo do Contente, que pratica e ensina a quem quiser aprender. Um jogo em que ninguém perde, todos ganham – e se transformam. Clássico da literatura juvenil universal, publicado em 1913, esse livro vem encantando gerações de leitores de diferentes idades em diversas línguas, tendo se tornado leitura obrigatória e necessária a quem quiser ver a vida sem amargura, descobrindo sempre o lado bom de tudo.

Pollyanna é uma garotinha de 11 anos órfã de pai e mãe, e agora precisa viver sob os cuidados da sua tia, Polly, uma mulher rica, porém infeliz, que mora sozinha com os empregados num casarão na cidadezinha de Beldingsville, Vermont. A última coisa que Miss Polly precisa é de uma criança, e ela deixa isso bem claro no seu tratamento para com a menina logo em seu encontro.

Mas o que Miss Polly não sabe, nem imagina, é que Pollyanna não é uma criança qualquer.

Filha de um pastor, a menina foi criada por “senhoras da igreja”, recebendo sempre doações de roupas, brinquedos, necessidades. Um dia, quando pediu muito uma boneca, mas ao invés disso recebeu na caixa de doações um par de muletas, Pollyanna entristeceu. Mas logo seu pai tratou de lhe alegrar contando sobre o Jogo do Contente.

O Jogo do Contente é um jogo em que ninguém perde, todos ganham. Consiste em achar o lado bom em todas as situações, até nas que parece impossível tirar alguma coisa boa. Na ocasião das muletas, Pollyanna ficou feliz porque, embora as tenha ganhado, não-precisava-delas! Quando perdeu os pais e se viu órfã, Pollyanna podia parecer não ter nenhum motivo para se manter contente, mas ficou, pois assim pôde conhecer a tia Polly e ir morar numa casa linda, com um campo grande, árvores na paisagem e um quarto só para ela.

É o Jogo do Contente que Pollyanna ensina a Nancy, a empregada de tia Polly, e logo o espalha por toda a cidade. Até os moradores mais carrancudos, infelizes e isolados da cidadezinha acabam se encantando pela garota, e enxergando a beleza por trás do Jogo.

Pollyanna não é um clássico à toa. O livro, caracterizado como infanto-juvenil, é daqueles que, mesmo se passando anos, a leitura continuará com o mesmo impacto. A mensagem de positividade e otimismo de Pollyanna é válida e enriquecedora. Por que todos nós não podemos jogar o Jogo do Contente, trazê-lo para a realidade? Em várias ocasiões é preciso, pois estamos sempre reclamando de algo que temos, quando poderíamos estar agradecendo. Sempre há um motivo para agradecer, sempre há um motivo para estarmos contentes. É uma lição que deveríamos saber desde sempre, mas esquecemos. Pollyanna me lembrou disso, e desde que finalizei a leitura, não consigo mais esquecer e colocar em prática. 


O livro me foi recomendado há anos, e eu demorei para comprar e ler por teimosia mesmo. Eu adoro livros infanto-juvenis que carregam essa doçura e inocência característica da infância, e os clássicos antigos ganham mais ainda meu coração. Pollyanna é uma leitura altamente recomendável, até mesmo obrigatória, porque não há como conhecer a personagem, o jogo e toda sua luz, sem se sentir emocionado. 

É encantador, bonito e inesquecível.



Oi, gente!
oi, rafa!

Tudo bem com vocês!?

Hoje vim trazer mais uma resenha aqui pro blog, e essa é uma daquelas resenhas difíceis de escrever, porque - spoiler - eu gostei bastante do livro, e é complicado escrever arbitralmente quando a gente está falando de algo que adoramos, né?
Mas, segue aqui e lê um pouco do que eu achei do último livro lançado do John Green, Tartarugas Até Lá Embaixo:

Título Original: Turtles All the Way Down || Ano: 2017 || Autor: John Green || Páginas: 267 || Editora: Intrínseca || Sinopse: Depois de seis anos, John Green, o autor do inesquecível A culpa é das estrelas , lança o mais pessoal de todos os seus livros: Tartarugas até lá embaixo.
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto tenta lidar com o próprio transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, distúrbio mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.
"Quando eu me dei conta pela primeira vez de que eu talvez fosse fictícia, meus dias eram passados numa escola na região norte de Indianápolis, chamada White River High School, onde forças maiores que eu - tão maiores que eu nem saberia por onde começar a identificá-las - delimitavam meu almoço a um intervalo de tempo determinado, entre 12h37 e 13h14. Se essas forças tivessem optado por um horário diferente, ou se meus colegas de mesa que ajudaram a escrever meu destino houvessem escolhido um assunto diferente para uma conversa naquele dia de setembro, minha história teria tido um fim diferente - ou ao menos um meio diferente. Mas eu tava começando a entender que a vida é uma história que contam sobre nós, não uma história que escolhemos contar."

É com esse primeiro parágrafo intrigante que Aza Holmes começa a nos contar sua história. Com uma dúvida sobre ser "fictícia", a garota já me deixou curiosa para saber onde as coisas iam levar, e o porquê desse termo. Pensei diversas vezes sobre o que queria dizer, até começar a ler o livro de fato, e entender que, dentro da cabeça da Aza, nada é tão simples como na cabeça de alguém que não se preocupa se tem ou não o controle das próprias ações - ou alguém que não sofre de TOC: Transtorno Obsessivo Compulsivo.

Aza é uma garota de 16 anos levando uma vida normal numa cidadezinha parada, o mais normal que uma adolescente pode ser, ou é o que aparenta no exterior. Por dentro, e aqui estaremos lendo realmente o que se passa dentro da cabeça de Aza, as coisas tomam proporções muito maiores, saindo do simples para o nível hard ao extremo.

Não fosse suficiente para a leitura as inquietações de Aza quanto aos micróbios tomando controle sobre seu corpo, o livro gira em torno também de um desaparecimento, um mistério para tentarmos solucionar junto com Aza e Daisy, sua melhor amiga tagarela superfã de Star Wars. O milionário Russell Pickett sumiu do mapa um dia antes de ser condenado. A recompensa é de 100mil dólares, oferecida pela imprensa, e, convencida por Daisy, Aza aceita reestabelecer a "amizade" que tinha com o filho do tal milionário, Davis. 

Davis e Aza se conheceram no acampamento para crianças que perderam um dos pais, e, quando mais novinhos, construíram uma amizade baseada em silêncio e contemplação do céu. Por mais tempo que tenha passado, Davis se lembra de Aza e aprecia sua "visita", mesmo que tenha vindo numa hora em que todo mundo está tentando tirar proveito da posição de "filho do milionário desaparecido" para sugar do garoto o máximo de informações possível a fim de colocar a mão nos cem mil oferecidos de recompensa. 

"É muito raro encontrar quem veja o mesmo mundo que o seu"

Embora a maioria dos resumos e sinopses do livro falem do desaparecimento de Pickett como a chave do livro, eu não acho que seja realmente. Na verdade, toda essa história da "investigação" que Aza e Daisy fazem acerca do caso, fica de plano de fundo na história. Não é o principal. E isso é ótimo! Foi isso que  me fez gostar mais da leitura, porque eu estava mais interessada em ler sobre o dia-a-dia da Aza e a "batalha" contra seus próprios pensamentos, seja em qualquer cenário, que até esqueci, em algumas partes, que ela estava atrás de descobrir o paradeiro do milionário. 

Ler sobre o transtorno da Aza em primeira pessoa foi intenso demais. O John, tendo prioridade para falar do assunto, descreveu muito bem essa disputa pelo controle dos seus próprios pensamentos. Eu, que nunca tinha parado para pensar sobre os pensamentos de uma pessoa com TOC, pude quase sentir de fato como era para a Aza estar dentro da sua própria mente. Se sentir presa dentro da sua própria cabeça, não conseguir fugir, e querer a todo custo se livrar daquilo, mas achando cada dia mais que era impossível... 

Foi angustiante estar lá dentro da cabeça dela, lendo o turbilhão de pensamentos que a invadiam de uma hora para outra, quando tudo parecia bem e sob controle. Aza não tinha controle. 

Adorei a forma como o John Green escreveu sobre a vida da personagem. Uma adolescente por oras normal, mas com algo muito maior tomando conta de si. Algo que ninguém via, que é invisível para os outros, mas dominante para ela. Gostei dos personagens, embora nenhum deles esteja no centro, portanto não seja tão desenvolvido quanto a Aza, isso não me incomodou muito, não. Gostei de conhecer a Daisy e sua obsessão por Star Wars; Davis e o conhecimento sobre constelações, planetas e galáxias; e também a tuatara, o primeiro réptil neozelandês milionário desse mundo. HAHAHA

Com a escrita leve, mesmo tratando de assuntos pesados e dramáticos, John Green conseguiu me conquistar mais uma vez. Recomendo Tartarugas Até Lá Embaixo para quem gosta de Young Adult, livros juvenis - não necessariamente romances. Turtles All The Way Down é uma leitura agradável e rápida, e vai te fazer refletir, sorrir e se emocionar. 




Oi, gente. 
Oi, Rafa. 

Como estão?

Então... sabe aquele tipo de livro que você lê, AMA muito, pensa em escrever uma resenha, mas sempre que começa, fica divagando, porque não sabe como falar com coerência sobre uma coisa que você gostou muito? Então, eu tenho esse problema com meus livros favoritos, e Simon vs. a Agenda Homo Sapiens foi um desses livros. Eu terminei de ler, fiquei horas com o coração quentinho, pensando no livro, e não consegui escrever nada sobre. Nem um ponto. Pfff. Aí passaram dias, semanas, até que passaram meses e eu decidi não fazer mais HAHA
Agora, que tenho uma outra oportunidade de falar dessa história, aqui estou eu (Atrasada de novo).

Fui convidada pelo AdoroCinema a assistir a uma sessão exclusiva de "Com Amor, Simon", a adaptação de Simon vs a Agenda Homo Sapiens quase um mês antes da estreia do filme. Fiquei tão empolgada! Fui lá com todo meu amor pelo livro e pelos personagens, arrastei Vinicius comigo e lá fomos nós dois. A sessão foi muito bem organizada, a equipe atendeu a todos os convidados com muito carinho e cuidado, ganhamos pôster (que eu sorteei no instagram! Segue lá, tá aqui do lado, no sidebar!), ganhamos uma camisa fofa, pipoca, refrigerante e um assento confortável para ver o filme. Foi lindo, um dos melhores dias desse primeiro trimestre. E tudo ficou melhor porque minha impressão do filme foi ÓTIMA. 

Se você não conhece essa história (eu duvido muito), aqui vai um resuminho:

Simon Spier é um adolescente comum e está no ensino médio, aos dezessete anos, rodeado de amigos, faz parte de uma família amorosa, é inteligente e bonitin. Simon só tem um "problema": ele esconde um segredo de todos, e não sabe como isso pode definir o resto da sua vida. Simon é Gay. E, não, NINGUÉM sabe. Nem seus amigos mais próximos, nem sua família, ninguém. Só ele. E Simon não conhece ninguém com quem possa conversar sobre isso sem sentir o medo de ser rejeitado. Até que, num blog da escola, onde os alunos postam anonimamente, um garoto postou sobre ser gay e ninguém saber, e estar sempre escondendo essa verdade. Simon se relacionou instantaneamente com apostagem e enviou um e-mail para o garoto, que se intitulava Blue. Simon mandou com o nome de Jaques, e os dois começaram a se corresponder por e-mails cada vez mais constantemente. Simon se apega cada dia mais a Blue, por ele ser a pessoa com quem Simon pode ser 100% verdadeiro, e também por Blue ser a coisa mais adorável desse planeta. O problema acontece quando um garoto detestável da escola descobre o segredo de Simon e começa a chantageá-lo, dizendo que vai contar para todo mundo seu segredo. 

Uffa, acabou o "resuminho". 

Enfim, a história de amor de Simon e Blue conquistou os leitores por todo o mundo, e agora conquista os cinéfilos. A adaptação desse romance é o primeiro filme adolescente de um grande estudio com um protagonista LGBT, e essa é uma conquista gigantesca. Está agradando críticos, a grande massa e, claro, os leitores do livro de Becky Albertalli.

O filme é um "coming of age", o filme adolescente de high school, e poderia ser o tipo de filme adolescente que já estamos cansados de ver, mas é muito mais que só isso. O filme centra sua história num personagem gay. Abertamente falando sobre a questão LGBT, claramente mostrando as angústias e os sentimentos de Simon com naturalidade. A personagem mais "cobiçada" do filme, que todos os garotos estão a fim, é uma garota negra. A personagem melhor amiga do Simon é uma garota levemente acima do peso. Os garotos que despertam o interesse de Simon sobre ser ou não ser o Blue não são, nenhum, dentro dos padrões de beleza americano. É um filme que quebra padrões do começo ao fim. E isso é o que estávamos precisando.
Eu entrei no cinema com grandes expectativas e saí com um sorriso enorme no rosto (e um pouquinho de lágrimas também, mas de felicidade). O clima do filme é tão "quentinho" quanto o clima do livro. Eu li com um sorriso no rosto e com o coração derretendo, e durante o filme eu passei pelas mesmas sensações.  Eu ri, torci, me senti acolhida, chorei. Passei por tudo, em ambos. 
O filme, como adaptação literária, funcionou muito bem. A produção conseguiu trazer os personagens da mesma forma, o Simon do jeitinho que vimos nas páginas escritas por Becky, e as cenas tão bem escritas quanto. Não é 100% fiel, claro. É uma adaptação, e é necessário mudanças, cortes e algumas coisas adicionadas no roteiro para que seja bem adaptado para o cinema, pois é outra plataforma, é preciso mudar um pouco. E essas mudanças foram bem-vindas. Por exemplo, no filme é adicionado um personagem não conhecido no livro: um adolescente abertamente gay, estudante da mesma escola de Simon, que está ali para mostrar que Simon e Blue não são os únicos passando por essa fase de descobertas. E não serão os últimos. A cena de Simon e o personagem (me fugiu o nome agora) na sala diretoria é bastante importante para enxergarmos a percepção do filme sobre a questão homossexual. É um diálogo lindo.
Como filme, tirando a adaptação da cola, "Com Amor, Simon" não decepciona também. É um filme importante, uma bela produção e um elenco talentoso, tanto na frente quanto por trás das câmeras. Com o público alvo adolescente, é fácil de você reconhecer alguns rostinhos na telona. Katherine Langford e Miles Heizier, de 13 Reasons Why estão no filme, assim como o Keiynan Lonsdale, da série The Flash. 
Os atores veteranos também merecem destaque, como o núcleo da família de Simon, composto por Jennifer Garner e Josh Duhamel, os pais do adolescente. As cenas entre Simon e os pais são emocionantes, algumas das mais bonitas do filme. <3 
Recomendo que você vá ao cinema enquanto o filme ainda está em cartaz, porque é importantíssimo para que ele alcance cada vez mais um público maior. Uma comédia romântica como qualquer outra, que acontece de ter um casal gay no centro de tudo. Vai, corre pra ver a história do Simon, corre também para ler o livro, corre para conhecer essa história incrível. 



Oi, gente! 
Oi, Rafa.
Como estão? Hoje vim trazer a resenha de um livro que li há um tempinho e já deveria ter escrito a resenha, mas o tempo passa e a gente nem se dá conta, né? HAHAHA Agora cá estou eu me redimindo e escrevendo o que já deveria ter deixado pronto há séculos. Vamos lá?
O livro de hoje é "Save the Date: o Casamento de Lizzie e Darcy", um #OrgulhoNacional da autora Natalia Oliveira.


Páginas: 211 || Ano: 2017 || Autora: Natalia Oliveira || Sinopse: Lizzie – como a Lizzie Benett, aquela, de Orgulho e Preconceito, afinal seus pais são fãs de literatura inglesa –passou por maus bocados em seu relacionamento anterior, mas atualmente está de casamento marcado com um homem tão lindo quanto o Clark Kent. Enquanto todos se divertem e se apaixonam ao conhecerem sua história de amor por meio de seu blog de casamento, seu relacionamento passa por uma crise que ninguém poderia imaginar. Afinal, como um casal tão perfeito poderia estar prestes a se separar?Venha conhecer a história de amor e superação de uma protagonista tão atrapalhada e divertida, que te fará lembrar sua melhor amiga. Venha se apaixonar pelo nerd mais bonitão que você já imaginou. 



Lizzie e D. formam o tipo de casal perfeito. Encantam a todos, são divertidos e, mesmo depois de anos de relacionamento, estão apaixonados como nunca. A algumas semanas da data confirmada para o casamento, Lizzie começa a escrever num blog de casamento, uma forma de exorcizar sua ansiedade, contando aos amigos e convidados histórias sobre seu relacionamento com D. – Darcy.

Sim, Lizzie e Darcy, como no romance favorito de ambos os personagens, Orgulho e Preconceito.

É muito destino estarem juntos, e eles estão sempre citando o livro como inspiração. Para quem é fã de Jane Austen, referências são feitas a todo momento, e deve ser uma delícia ler sobre o casal “clone” do clássico. Eu, que não li Pride and Prejudice, não pude aproveitar essa vibe, mas pode ser tido como um ponto positivo para alguns leitores – a maioria, creio eu.
 “Save the Date” é um livro curtinho, com uma história simples, um romance água-com-açúcar do jeito que a gente escolhe entre outros na Amazon por ter a cara de livros que lemos em uma sentada, geralmente quando queremos nos livrar de uma ressaca ou outra.

Alguns pontos no livro me deixaram um pouco incomodada, como por exemplo, a falta de comunicação entre os personagens principais, e não apenas eles, mas alguns dos personagens secundários também só têm problemas com a protagonista porque Lizzie simplesmente não conversa com ninguém sobre os problemas, a não ser suas amigas – e elas não são lá de muita ajuda.

A Lydia foi outro problema para mim durante todo o livro. Lydia é a, digamos assim, “antagonista” do livro, a personagem “piranha” que já “roubou” um namorado da Lydia no passado e agora parece estar sempre dando em cima de Darcy. É a personagem feminina cansativa que só está lá para ser motivo de ódio pelos leitores e para reforçar a protagonista como pessoa boa e A Certa. A construção dessa personagem foi infeliz, e o desfecho foi corrido, sem explicação plausível. Faltou algo ali.

A sinopse do livro já fala sobre a crise que o casal está passando, e que ninguém imagina, por que um casal tão perfeito não aparenta passar por crises como essas… o problema é que a crise não é de fato uma crise. É uma invenção da cabeça da Lizzie – e do Darcy também. O problema é tão bobo e tão tempestade num copo d’água… o típico problema que só existe nos romances para que o livro tenha um enredo.
Foi uma pena que tenha se desenrolado dessa forma, pois a escrita da autora me agradou, e as avaliações como livro fofo e agradável conseguiram me ganhar, mas isso me decepcionou um pouco.

No geral, é um livro que romântico, com problemas, sim, mas que pode agradar os leitores menos exigentes e que não se importam com os problemas que citei na resenha. Um livro rapidinho, para ser lido em mais ou menos três horas (uma tardinha chuvosa) e quem sabe nos tirar de um período ruim de leitura.

Recomendo para: fãs de Orgulho e Preconceito, românticas de plantão e para quem está sofrendo de ressaca literária.

Avaliação:




Olá, pessoas!
 

Hoje é o dia Internacional da Mulher e aqui no Blog não poderíamos deixar passar essa data tão importante que nos leva a pensar em tudo aquilo que nós mulheres conseguimos conquistar e/ou ainda estamos lutando por lugares que infelizmente é um tabu para o nosso sexo.


No meio da literatura, vemos que alguns gêneros ainda sofrem certo preconceito por ser escrito por mãos femininas como se a única coisa que soubéssemos falar é sobre ROMANCE, COMÉDIA ROMÂNTICA, HOT, DRAMA e quem sabe um MISTÉRIO, entretanto a cadeia do TERROR, FICÇÃO CIENTIFICA e da FANTASIA - Rowling que o diga -, ainda pouco se é visto trabalhos conceituados de mulheres nestes gêneros. Não que não exista, mas pouco se tem credibilidade. E no Brasil, onde a literatura nacional em si já tem um mercado bastante fraco, é mais difícil de ser ver.

Entretanto, como hoje é um dia especial, vamos fazer esses nomes conhecidos e caso tenha alguém que não foi citado em nossa lista, comente ai embaixo. Vamos adorar conhecer mais escritoras fantásticas que merecem SIM nosso reconhecimento.

Renata Ventura


Renata Ventura é natural do Rio de Janeiro e morou quatro anos nos EUA, onde concluiu o ensino médio e começou sua faculdade de jornalismo, porém a autora se formou aqui no Brasil em 2006. Seu romance de fantasia "A Arma Escarlate", demorou cinco anos para ser escrito, sendo lançado em 2011. O segundo livro da série, ao qual a autora tem planos de ter um total de seis livros, foi lançado em 2014 com o título "A comissão Chapeleira" e o terceiro  "O Dono do Tempo" está passando por revisão para ser lançado. A escritora utiliza da fantasia para tratar assuntos sérios da realidade brasileira, como o preconceito, drogas, desigualdade social e corrupção. 



Estes são os livros dela:



Carolina Munhoz


Carolina Munhoz é natural de São Paulo, e atualmente mora nos EUA com seu marido, também escritor Raphael Draccon. Bastante conhecida no meio da literatura infanto-juvenil. Com dez obras lançadas, sendo uma dessas, a coleção "O reino das vozes que não se calam" foi feito em parceria com a atriz Sophia Abraão, tendo dois livros já lançados. O segundo com o titulo "O mundo das vozes silenciosas". A jornalista também é integrante do site Potterish, um portal voltado ao universo Harry Potter. Além de ter tido sua obra citada em novela.




Estes são alguns livros dela:


Karen Soarele



Karen Soarele é natural do Paraná, mas já passou por vários Estados do Brasil, além de morar por três anos no Canadá. Autora ganhadora do troféu Cecília Meireles, pela série Crônicas de Myríade e atualmente tem se aventurado em escrever sobre o universo de Tormenta, o cenário de RPG.



Estes são alguns livros dela:



Ana Cristina Rodrigues



Ana Cristina Rodrigues é escritora, historiadora, editora, tradutora, professora e funcionária pública. Funcionaria da biblioteca Nacional, a autora é contista e tem mais de 30 contos publicados em site e coletâneas no Brasil e no exterior. A autora se aventura no Terror e na Ficção Cientifica, porém seu forte é a Fantasia. 




Estas são algumas obras dela:

                                      


Ana Lúcia Merege





Ana Lúcia Merege é carioca e trabalha na Biblioteca Nacional. É autora de artigos, de contos, do ensaio "Os Contos de Fadas", e mais oito obras.

Estas são algumas obras dela:



E vocês, já conheciam essas autoras?
Conhecem outras?
Comentem ai, autoras de gêneros diversos. Vamos amar conhecer.

                           
Esperto que tenham gostado e para todas as mulheres desejamos um 
Parabéns a todas! 

Mães, filhas, irmãs, amigas, guerreiras e nada de sexo frágil. Saiba que não importa o que queira fazer, qual profissão seguir, o que queira escrever, ler ou assistir. Você pode tudo!
Menos rótulos e mais igualdade!

Até a próxima! e xoxo



Olá, pessoas!

Estou de volta, e trago pra vocês um livro que amei demais ter conhecido e é mais um exemplo - e orgulho - poder dizer que conheci em uma plataforma que vem destacando cada vez mais autores brasileiros que tem um talento digno de ser reconhecido. Com vocês, Minha Adorável Pimentinha, de Nanda Dibbern. Confere só...

Léo é o tipo de cara que não pensa, nem se preocupa com ninguém. Curtir é seu mandamento! Piloto de rally, independente e galinha, seu hobby preferido é atormentar Elise, sua amiga e companheira de equipe. Conquistá-la nem seria seu maior desafio. Mas sim conseguir lidar com seu passado traumatizante, e seus novos sentimentos por ela. 




Eu amo romances!

Sou romancista, sim! Amo romances bem escritos e cativantes. Aqueles que nos deixa suspirando, despertando a adolescente abobada dentro de nós, que imagina certamente um dia encontrar uma rapaz igual a aqueles das ficções. Amo quando eles tratam a realidade e nos ensina algo novo. E além de tudo isso, faço parte daquele tipo de leitora que ama ver bad boys apaixonados. Minha adorável pimentinha, tem isso tudo!

Narrado em primeira pessoa, a história é contada por Léo - obs: primeiro livro que leio narrado somente pelo protagonista masculino e confesso que amei - um cara de vinte e sete anos que é piloto de rally e riquinho, ou seja, sua profissão vai contra todas as vontades de sua família, ao qual ele nem mora junto mais. Sua beleza atrai todos os tipos de mulheres e como um belo "vadio", ele não poupa vergonha na cara de mostrar isso a todos à sua volta. Porém, como nada é generalizado, uma garota diferente começa a lhe chamar a atenção, por seu jeito peculiar e seus cortes ríspidos. Elise, irmã de seu melhor amigo Dú e ajudante em sua equipe, consegue a faceta que nenhuma garota ousou fazer, conseguir o primeiro lugar no coração do jovem rapaz.

Um ponto que gostaria de destacar é a forma como a autora consegue acoplar os pensamentos momentâneos do narrador a história, já que é narrada no tempo passado, ela consegue fazer tal feito sem atingir ou fazer o leitor se perder com o que é história e o que é pensamento. Aliás, essa foi uma das coisas que mais gostei.

A construção de cada personagem desse livro é incrível! No tempo exato da trama, acompanhamos e vemos a evolução de cada um deles - eu adoro isso. Suas características são fixas, a ponto de sabermos o que um diria em dada situação e realmente ele dizer aquilo - muito massa, eu sei. Essa questão de conhecermos cada um, é tão significativo, pois o leitor por conhecer o personagem pensa a todo momento "Será que fulano mudou mesmo?" e esperamos a cada novo capítulo o vacilo do cara. Se acontece ou não, você só vai descobrir lendo.

Em relação aos protogonistas, ambos tem traumas do passado e história consegue respeitar isso, sem romantizar, fazendo o leitor sentir empatia por eles. Torcendo a todos instante que ambos se recuperem. Além disso, todos os personagens, de fato fazem parte da história e cumprem com êxito seu papel, sem serem apenas citações do acaso. Conseguimos sentir que eles são reais, desde a família até a equipe do rally.

A descrição em certas partes ficou a desejar, não sei se foi proposital, mas como leitora - e leiga em questão de rally - não consegui imaginar a ambientação do local onde ocorria as corridas. Confesso que tentei o máximo imaginar por alguns aspectos dados - o trailer e o local onde eles sempre comiam -, mas não foi o suficiente. A cada viagem, eu imaginava sempre o mesmo lugar com um trailer e local de refeições, ou hotel. Assim como a descrição do Léo, o livro não conta como ele é. Claro que como leitora eu imaginei alguém na minha cabeça, mas e como a autora pensou? Não sei. Minha dica seria apenas acertar esses pequenos detalhes, porém como disse, isso é minha visão.

Os três atos da história conta com um enredo coerente com cada passo da história ligando, respondendo todas as linhas de interrogações deixadas. O primeiro ato conta quem é o narrador e protagonista. O segundo está concentrado todo o drama da história e o terceiro se fecha com tudo se resolvendo e se encaixando em seus devidos lugares. Porém, um pequena e despercebida ponta ficou solta que foi a causa do acidente que o Dú teve - sem spoiler. Fora isso - algo insignificante que as pessoas esquecem, por que acontece tanta coisa depois - o livro responde tudo e o leitor sai pianinho cheio de vontade de sair por ai correndo também.

Livro recomendado para quem gosta de casais fofinhos, rock'n roll e velocidade. O livro já tem a versão da Elise - ao qual descobri que sera o Livro 1, pra quem gosta de ler a versão feminina - e o Vl.2 "Além das Pistas", mas você pode encontrar esse clicando aqui




Espero que tenham gostado e até a próxima. 
xoxo.


Olá Pessoas!

Preparados para conhecer mais um #OrgulhoNacional? Diário de uma viajante, de Flávia Rayana é mais um exemplo de livros que vem direto do Wattpad pra mostrar que Brasileiro sabe escrever Romance, SIM! 

Sinopse: Devastada após perder o noivo em um acidente de carro, Alice quer apenas viver em seu quarto lamentando a perda daquele que amou desde a infância. Frustrada por todos os planos que tinham construídos juntos e que agora não poderiam mais realizar. Até seu irmão convence-la a arriscar e conhecer os países que ela e Henrique planejavam visitar juntos. Decide então fazer as as malas. Alice tinha um plano oculto desde o início, mas acaba encontrando muito mais que o autoconhecimento que jurava aos pais precisar. Em meio a sua dor, aprenderá a reconhecer a dor do próximo e abrir os olhos para as oportunidades que a vida estava lhe dando. Será que ainda teria coragem de levar seu plano até o fim?Embarque nessa aventura cheia de encantos com Alice. Você vai rir, vai chorar, vai conhecer os quatro cantos do mundo com ela, e certamente vai se apaixonar.
CINCO CAPÍTULOS!
Em apenas cinco capítulos a autora conseguiu a faceta de me fazer encharcar meu travesseiro e me apaixonar pelo Henrique. O tipico homem que sabemos que em tamanha perfeição nunca iremos encontrar, porque até agora estou tentando achar um defeito nele - se alguém achou comenta ai embaixo, pelamor. Ressaltando a criatividade da autora em trazer referências marcantes em algo original,  shippante e belo de se ler.

Em DUV mais uma vez nos deparamos com uma Alice, porém essa garota consegue mostrar as maravilhas desse mundo. Sério, após perder o amor de sua vida, a garota se encontra totalmente desolada e é incentivada pelo irmão a seguir o roteiro de viagem que planejou com seu ex noivo. Até ai tudo bem, você pode pensar "Okay, Karina mais um livro de viajem onde a mocinha encontra um boy estrangeiro" Quem dera abiga. Quem dera. A autora simplesmente consegue nos levar a diversos lugares do mundo - sonho da minha vida fazer o roteiro dela -, nos fazendo pensar que  ou ela estudou bastante cada lugar ou ela já fez essas viagens, de tanta propriedade em suas descrições. Ao mesmo tempo que nos mostra como Alice se recupera, conhecemos histórias fascinantes de pessoas que aprendemos amar, com destaque para Manu e Jess.

Durante essa viajem ela acaba conhecendo três garotos que mexem com sua vida - Gus, Rija e Poncho - e são estes lindos que marcam os três atos da história. O enredo está passando por revisão, mas pode-se notar o quanto é coeso, fluido e com referências a clássicos do romance como Nicholas Sparks e Jane Austen - a pessoa enlouquece desse jeito - porém o seu destaque vai para as lembranças da protagonista e sensação do seu ex noivo estar ao seu lado a cada circunstância de conflito. Não tem como não chorar - ou eu sou muito manteiga derretida mesmo - o romance dos dois é lindo e lembra muito o livro P.S Eu te amo da Cecilia Ahen. Porém, isso vai se perdendo a medida que Alice VIVE e a mensagem que consigo tirar é que a perda de alguém querido é como uma ferida que pra parar de doer, deve-se parar de dar importância a ela. Não que ela suma, pois as cicatrizes sempre estarão lá para nos lembrar, basta apenas seguirmos em frente.

LEMBRE-SE: Somente nos somos capazes de nos fazer felizes complemente e quem vier, será apenas alguém a mais a se dividir tamanho sentimento.

Durante a leitura eu fiquei pensando e até brinquei dizendo "o mel é bom, hein!", porque como tantos garotos se interessavam por ela? Então eu entendi isso. A forma como Alice se coloca em primeiro lugar é incrível. Ela sabe o que a motiva e segue firme em busca de se encontrar. Mesmo deixando "amores" a cada local que passa - e quando digo amores, me refiro a amigos também tá, rum. Pessoas que poderiam ser guardadas em um potinho, mas não pode. Ela entende o quanto ela é forte, corajosa e livre.

Confesso que não sou muito fã de romances com várias alternativas de casais, porque eu sempre torço pelo errado e no final fico péssima por isso, e nesse não foi diferente - triste, mas sem spoiler. Como em todo bom romance, dentre os três cavalheiros ela escolhe um e o livro se fecha com uma passagem de tempo deixando o leitor, mais doido do que apostador em Mega da Virada pra saber quem ela escolheu.

Leitura recomendada pra quem gosta de Jane Austen, aventura e muita azaração. Uma grande perola escondida do gênero Feminina na plataforma que com certeza merece seu destaque.

O livro até o momento está completo na plataforma Wattpad e você pode ler clicando aqui, porém lembrando que ele está para ser retirado, mas siga a autora aqui  e fique por dentro caso ela o publique na Amazon além de apreciar outras obras.



Espero que tenham gostado e até a próxima.

xoxo.


Oi, gente!

Oi, Rafa.

Tudo bom?
Se você gosta de cinema, com certeza ouviu falar do filme Call Me By Your Name, indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Roteiro Adaptado, enfim, essa surpresa cinematográfica que chegou em 2017. E se você gosta de livros, você sabe que esse filme é, na verdade, adaptação de um livro de 2007 do escritor estadunidense André Aciman. Sacou? É dessa beleza de livro que vou falar hoje. (A análise do Filme vs. Livro talvez saia em breve, mas não prometo nada)

Título Original: Call Me By Your Name || Autor: André Aciman || Ano [Brasil]: 2017 || Editora: Intrínseca || Sinopse: A casa onde Elio passa os verões é um verdadeiro paraíso na costa italiana, parada certa de amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, o jovem está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas na villa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Uma cobiçada residência literária que já atraiu muitos nomes, mas nenhum deles como Oliver.Elio imediatamente, e sem perceber, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. Da antipatia impaciente que parece atravessar o convívio inicial dos dois surge uma paixão que só aumenta à medida que o instável e desconhecido terreno que os separa vai sendo vencido. Uma experiência inesquecível, que os marcará para o resto da vida.
Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera elegia à paixão, em um romance no qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude. Uma narrativa magnética, inquieta e profundamente tocante.Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera elegia à paixão, em um romance no qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude. Uma narrativa magnética, inquieta e profundamente tocante.
          Elio é um adolescente de 17 anos morando com os pais na Itália em meados dos anos '80. O pai de Elio é um professor acadêmico, e todo verão recebe hóspedes, em especial escritores, para aproveitar o sossego e a inspiradora estação na Itália. No verão de 1987 o hóspede é Oliver, um escritor de filosofia americano, jovem, bonito e misterioso. Os interesses de Elio crescem sobre o rapaz, e ao decorrer do verão vemos a evolução dos sentimentos, da intimidade e das descobertas.          

          Sabe quando você compra um livro e todo mundo aponta e fala: eu ouvi dizer que esse livro não é tão bom assim. Ou "ouvi dizer por aí que o filme é até melhor", ou "esse livro é muito chato", etc., e você fica com um pézinho atrás pra ler? Então, isso acontece na maioria das vezes em que vemos comentários negativos sobre os livros que queremos ler. MAS, minha vontade de desvendar a história de Elio e Oliver era tão grande que nem dei ouvidos aos comentários. E ainda bem que fiz isso, porque não ouve leitura mais gostosa. Julguei até que é o melhor livro que li em muito tempo, até anos. E isso se deveu a alguns aspectos do livro, e eu já vou falar sobre.

       Todos nós que já passamos por essa fase adolescente descobrindo a paixão, o desejo e o drama, sabemos como é angustiante se descobrir apaixonado. Sabemos como podemos facilmente carregar as situações corriqueiras de drama, emoção, exagero. Sabemos como é pensar naquela pessoa 24h por dia, imaginar o que se passa pela cabeça dela, querer decifrar todos seus movimentos e decodificar todos seus pensamentos. Não é mesmo?

      Ao ler sobre Oliver pelos olhos de Elio, eu pude sentir tudo o que o personagem estava sentindo. Me senti ansiosa em todos os momentos em que Elio criava expectativas em cima de Oliver, me senti magoada quando o outro não correspondia. A narrativa é tão rica, delicada e poética, que corre em um piscar de olhos ao mesmo tempo que divaga demais sobre o que está acontecendo, mas foi justamente esse quase exagero em narrar todo e qualquer pensamento de Elio que me fez entrar, realmente, na cabeça do adolescente, e me fez sentir por ele. 

       Existem dois pontos importantes no livro: bissexualidade e diferença de idade entre os personagens (17 e 24 anos). Call Me By Your Name consegue abordar a bissexualidade de ambos os personagens sem rotulá-la como tabu. Ali, na vida de Elio e Oliver, não há nada incomum em se interessar por homens e mulheres, garotos e garotas, às vezes ao mesmo tempo. Não há problema algum em descobrir sobre sua própria sexualidade e explorar os desejos do corpo sem pensar no que será que isso quer dizer, e não há tratamento estranho entre Elio e Oliver ao tratar da diferença de idade. Aliás, NUNCA é tratado no livro essa diferença como algo repugnante. Elio é um adolescente à frente dos outros. Ele não tem cabeça de adolescente, e há tanta igualdade entre os dois que poucas vezes percebemos essa diferença de sete anos entre eles. São só apenas duas pessoas se tratando como iguais e descobrindo sentimentos reais e puros, e que não se importam com diferenças.

       Embora o livro seja narrado por Elio e nos traga suas divagações sobre Oliver e tudo que gira em torno do hóspede, não há, a não ser que me tenha passado totalmente batido, um capítulo ou sequer parágrafo de questionamento sobre a sexualidade. Naquele mundo, há liberdade. Nenhum personagem – de principail à secundário – trata Elio diferente por demostrar interesse em Oliver. Eu adorei isso. Adorei ver como seriam as coisas se todas as pessoas só deixassem as outras viver suas vidas. 

       Me Chame Pelo Seu Nome é um livro delicado, e por vezes sensual  veja, sensual, e não hot. É poético, bonito e necessário. É uma história de amor real demais para ser encarada por qualquer leitor(a) que está acostumado(a) com romances água-com-açúcar e cheios de fantasia. Eu gosto e escrevo água-com-açúcar, mas às vezes um balde de água fria é tudo que preciso. E esse livro foi perfeito para isso. 

       Entrou no TOP 3 favoritos de todos os tempos, para a lista dos livros que irei reler um dia, para a lista de livros que vou indicar para todo mundo. E o filme entrou para a lista daqueles que não conseguirei ver sem fungar um pouquinho - e sentir amor demais. 

        Será que já deu para perceber minha avaliação? Se não:



O filme está em cartaz nos cinemas e indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator (Thimothée Chalamet) e Melhor Roteiro Adaptado. Vale super a pena.

É isso, gente. Espero que tenham gostado <3