Título Original: What in God's Name?
Autor(a): Simon Rich
Editora: Planeta
Ano: 2012
Sinopse: Entediado, Deus decide que a Terra já deu o que tinha que dar. A menos que dois anjos idealistas façam um milagre acontecer… Bem-vindo à Céu Ltda., a corporação mais mal administrada que existe. Desde tempos remotos, seu fundador e presidente (conhecido em alguns círculos como Deus) passa os dias jogando golfe. Quando resolve aparecer no trabalho, não é para acabar com guerras ou pôr fim à fome, mas sim para procurar seu nome no Google e ler o que os humanos pensam dele. Na verdade ele nem pensa muito na Terra, até o momento em que uma funcionária recém promovida a anjo lhe faz uma reprimenda e Ele é obrigado a pensar naquele planeta que criou e que… não deu certo! Diante dessa constatação, resolve mandar os homens pelos ares. Como não é uma decisão definitiva, só o resultado de uma aposta que propõe a seus anjos subalternos fará com que o Todo Poderoso desista de seu grande plano. Será que os anjos conseguirão ganhar a aposta? Qual truque esconderão na manga para salvar a humanidade do Juízo Final?


Eu NUNCA tinha ouvido falar desse livro na minha vida, mas a capa e o título me atraíram, então comprei. Não, calma aí, eu não julguei apenas por isso. A sinopse também me atraiu. 

Fiquei pensando por dias antes de começar a ler, sobre o tema do livro, e sempre ficava mais na expectativa. 
Eu não sei bem como o livro deve funcionar na cabeça de quem tem alguma religião e é totalmente fiel à ela. Eu não tenho nenhuma, sou totalmente aberta à qualquer tipo de coisa e isso facilitou na leitura. Bem... o por quê de eu dizer isso é que simplesmente o livro trata de Deus como uma pessoa física, que é presidente do Céu LTDA. Sim, o céu é uma corporação, uma empresa, presidida por Ele. E é muito mal administrada. Deus criou a Terra e se arrependeu. Não atende às preces dos humanos, nem faz milagres. Resumindo, não dá a mínima pro que acontece lá (ou aqui?) embaixo. 
Quem cuida de tudo no Paraíso e aqui na Terra são os anjos, e são eles o foco do livro. Mais precisamente, dois deles: Eliza e Craig. 
Quando Eliza vê que Deus não dá a mínima pra nada na Terra, coloca na cabeça dele a ideia de cuidar mais dos humanos, ou toda essa invenção não tem sentido. Deus pensa nisso e decide destruir a terra. Isso mesmo, destruir nosso amado planeta. Ele dá o prazo de trinta dias. 



Trinta dias até o Juízo Final! Mas Craig e Eliza nao acham que é justo, então fazem um acordo: juntar dois humanos que fizeram preces pra ficar juntos. Se eles conseguirem fazer com que os dois se tornem um casal, a Terra será salva. 
E é aí que o romance engata. É essa a história central: salvar a terra por meio de Sam e Laura (o casal que fez a prece). Mas nada é tão fácil quanto parece. Os dois são bem lentos e um pouco estranhos, então nunca conseguem realmente sair juntos, e isso é um problema enorme pra os anjos que só tem trinta dias pra salvar o planeta! 
Uff, uma história e tanto, não?!
Trabalhar no Paraíso Pode Ser um Inferno me pegou de surpresa, me fez passar noite em claro e me agradou muito. Superou minhas expectativas (eu tinha alguma?!) e se tornou um livro que lerei novamente, com certeza. 

Uma indicação pra quem gosta de tudo leve: leitura, romance, comédia. 
Espero que gostem tanto quanto eu. :) Beijos! 

Na Sessão Cinema de hoje resolvi colocar três filmes que focam, quase inteiramente, na cena musical. Singles é o único que não tem a musica como tema central, mas a onda grunge aparece muito no filme, com direito até a participação do Pearl Jam!
Bem, vamos começar a falar dos filmes pelo meu favorito. <3
  • That Thing You Do (The Wonders - O Sonho Não Acabou) - 1996 
Em 1964, logo após os Estados Unidos serem "tomados" pelos Beatles, surge em uma pequena cidade da Pensilvânia os Oneders, mais tarde rebatizado pelo empresário como Wonders.
Porém, às vésperas de uma apresentação de calouros, o baterista do grupo quebra o braço, o que faz com que, em cima da hora, um jovem infeliz (Tom Everett Scott) que trabalhava na loja de eletrodomésticos da família seja convidado para substituí-lo.
O jovem baterista, um aficionado de jazz, imprime durante a apresentação uma batida mais ritmada no que deveria ser uma balada, causando o descontentamento do vocalista e compositor do grupo (Johnathon Schaech).
Mas seu instinto funcionou e a música se torna sucesso nacional, levando o grupo aos primeiros lugares da Billboard.

 O filme me conquistou de cara por que: 1) The Beatles! Não tem como negar, The Wonders retrata bem como foi o comecinho dos Beatles lá em meados dos anos '60. Até a substituição do baterista acontece! 
2) O cast do filme, com as coisas mais fofas da época: Liv Tyler, Tom Hanks, Tom Everett Scott, Steve Zahn, Ethan Embry, etc. 
3) A trilha sonora! Todo mundo sabe que eu amo, amo os anos 60 e essa influencia Beatles é muito amor pro meu coraçãozinho. Pra vocês verem como a trilha é linda, The Wonders tem até música autoral <3 Ouçam e viciem:



  • Empire Records (Sexo, Rock e Confusão) - 1995  
Empire Records é uma pequena loja de discos que corre o risco de ser comprada por uma grande rede de lojas, o que roubaria seu charme. Para ajudar o dono do lugar, os empregados precisam achar um jeito de conseguir dinheiro. Ao mesmo tempo, cada um quer resolver seus problemas: Corey quer deixar de ser a menina certinha, Gina quer namorar mais um pouco, A.J. quer se declarar a amada, Mark e sua banda querem aprender a tocar algo que preste, a rebelde Debra raspou o cabelo, e um garoto de 15 anos pretende assaltar a loja. Ao longo do dia, segredos são revelados, amizades postas à prova, erros perdoados. E a música segue rolando, com AC/DC, Gin Blossoms, The Cranberries, Edwyn Collins, The The, Dire Straits e muito mais.
O nome do filme em português pode até ser meio tosco (ao meu ver) mas é coerente. Ok, o filme não é cheio de sexo, etc., mas Rock e Confusão sim! Tudo começa quando um dos funcionários da Empire Records, que está quase falindo, rouba o dinheiro do negócio e foge pra Atlantic City a fim de conseguir mais dinheiro lá e ajudar a loja a se manter de pé. Porém o plano dá errado (claro) e eles voltam à estaca zero. A partir daí, cada um tenta se virar dando o melhor de si em prol da Empire. 
O filme é bem "passatempo", é divertido e não precisa ser levado à sério. Pra mim foi uma fonte de diversão, eu gostei bastante dos personagens, a trilha sonora é impecável, como sempre é em filmes que se passam no universo do Rock. 
Divertido, não tão leve e cheio de música boa, Empire Records é uma ótima obrigação cinematográfica pra quem curte filmes com essa pegada adolescente anos 90! ;) 
  • Singles - Vida de Solteiro (1992)
Seattle, início dos anos 90. Várias histórias paralelas sobre jovens no começo da vida adulta, que estão preocupados em se firmar em suas carreiras e, principalmente, em encontrar o amor. O filme mostra diversos moradores de um mesmo prédio, que freqüentam a mesma cafeteria. Um deles é Steve Dunne (Campbell Scott), que conhece Linda Powell (Kyra Sedgwick) em um show de rock e aos poucos se apaixonam. Também é focado o relacionamento deles e a de amizade de Steve com Janet Livermore (Bridget Fonda), outra moradora do prédio, que quer conquistar um vizinho, Cliff Poncier (Matt Dillon), um roqueiro. Na verdade ela tem um envolvimento com ele, mas Cliff insiste que seja uma "relação aberta" e isto não agrada muito Janet, que está obcecada por Cliff e pensa em fazer um implante para aumentar os seios, pois acredita que isto agradará Cliff. Paralelamente Debbie Hunt (Sheila Kelley) anseia tanto por achar alguém que produziu um vídeo com alguns efeitos que lhe sirva como apresentação para futuros pretendentes.
Have fun, stay single. 
Singles é, antes de tudo, uma comédia romântica. Mas pode ter certeza que é diferente das comédias românticas que você já viu. Não tem aquela melação toda. Não é tão romântica assim, afinal. O filme todo parece um episódio piloto de seriado. Poderia muito bem ser um, e até queriam transformar o filme numa série! Mas adivinha? Já estavam com uma em andamento... pois é. Uma série bem conhecida hoje em dia e eu tenho certeza que você já ouviu falar de FRIENDS! Seria muito bom ter os personagens de Singles eternizados em algumas temporadas, mas FRIENDS não fica pra trás. Não mesmo.
O filme é de 1992 e se passa em Seattle. Consegue lembrar o que havia de mais importante em Seattle na época? A cena Grunge tava em alta, com bandas como Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden e Mudhoney fazendo o maior sucesso. O filme ficou bastante famoso por isso e hoje em dia é referência e obrigação pra quem curte um pouco desse estilo. Além de tudo, integrantes do Pearl Jam, Alice in Chains e Soundgarden aparecem no filme

Trailers:
That Thing You Do


Empire Records (Sexo, Rock e Confusão)


Singles - Vida de Solteiro



Livros que podem ser lidos dentro de 24 horas.
Confiram a lista: 

  • Se Eu Ficar - Gayle Forman 
Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas. 

Número de páginas: 196
Editora: Novo Conceito


  • Como Viver Eternamente - Sally Nicholls 
Sam ama fatos. Ele é curioso sobre óvnis, filmes de terror, fantasmas, ciências e como é beijar uma garota. Como ele tem leucemia, ele quer saber fatos sobre a morte. Sam precisa de respostas das perguntas que ninguém quer responder. ”Como Viver Eternamente”, é o primeiro romance de uma extraordinária e talentosa jovem autora. Engraçado e honesto, este é um livro poderoso e comovente, que você não pode deixar de ler. A autora tem apenas 23 anos e embora seja seu primeiro livro, ele está sendo lançado em 19 países, dirigido a crianças, adolescentes e adultos. 

Número de páginas: 222
Editora: Geração

  • O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald 
Obra-prima de Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby é o romance americano definitivo sobre os anos prósperos e loucos que sucederam a Primeira Guerra Mundial. O texto de Fitzgerald é original e grandioso ao narrar a história de amor de Jay Gatsby e Daisy. Ela, uma bela jovem de Lousville e ele, um oficial da marinha no início de carreira. Apesar da grande paixão, Daisy se casa com o insensível, mas extremamente rico, Tom Buchanan. Com o fim da guerra, Gatsby se dedica cegamente a enriquecer para reconquistar Daisy. Já milionário, ele compra uma mansão vizinha à de sua amada em Long Island, promove grandes festas e aguarda, certo de que ela vai aparecer. A história é contada por um espectador que não participa propriamente do que acontece - Nick Carraway. Nick aluga uma casinha modesta ao lado da mansão do Gatsby, observa e expõe os fatos sem compreender bem aquele mundo de extravagância, riqueza e tragédia iminente.
Número de páginas: 218
Editora: Record
  • O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams
Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, este livro vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado. Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da "alta cultura" e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.
Número de páginas: 156
Editora: Arqueiro
  • A Máquina de Contar Histórias - Maurício Gomyde
Na noite em que o escritor best-seller Vinícius Becker lançou A Máquina de Contar Histórias , o novo romance e livro mais aguardado do ano, sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão se abrir sob seus pés. Sem o grande amor da sua vida, sem o carinho das fi lhas, sem amigos... O lugar pelo qual ele tanto lutou revela-se aquele em que nunca desejou estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisa se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu espaço no coração da família V. Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre nem se perde.
Número de páginas: 190
Editora: Novas Páginas 

Bem, com todos esses romances eu tive uma experiência tão boa que terminei cada um em menos de vinte e quatro horas. Claro que nem todo mundo consegue ler rápido assim, por vários motivos, mas que dá, dá! HAHAH Espero que, se ainda não leram algum desses títulos, procurem! São ótimos, não vão decepcioná-lo. :) 

Leia também:
Resenha: Claros Sinais de Loucura
Sessão Cinema: Ruby Sparks

Ruby Sparks - A Namorada Perfeita
Ano: 2012
Direção: Jonathan DaytonValerie Faris (Little Miss Sunshine)
Nota: 9.5/10
Nacionalidade: EUA

SinopseO romancista Calvin (Paul Dano) sofre com perturbador bloqueio criativo que atrapalha o desenvolvimento de seu último livro. Com problemas também em sua vida pessoal, começa a criar uma personagem feminina poderia se apaixonar por ele. Daí nasce Ruby Sparks (Zoe Kazan), que inicialmente é uma personagem dentro de uma história, mas que pouco depois ganha vida e passa a conviver e se relacionar com Calvin pessoalmente.

Clique aqui para ver o trailer legendado. 

O que você faria se criasse um personagem para um livro e ele se tornasse real? E se ele aparecesse bem ali na sua cozinha, fazendo tudo que você escreveu e imaginou pra ele, como seria? É isso que acontece com Calvin, um escritor que fez sucesso quando era mais novo e agora está naquela fase onde não consegue escrever nada. Depois de uma conversa com seu psicólogo e de ouvir se conselho, ele decide criar uma personagem a quem ele gostasse, por quem ele pudesse se apaixonar. E assim surge Ruby Sparks, a namorada perfeita. 



Saindo diretamente dos rascunhos de Calvin para a sua cozinha, como se já o conhecesse há anos e tudo aquilo fosse normal, Ruby age exatamente como Calvin a descreveu. Em uma cena, ele vai até a máquina de escrever e edita o original, onde escreve que Ruby fala francês. Ao voltar para a cozinha lá está ela, mais fluente no francês do que ele poderia imaginar. Calvin quase vai a loucura, mas decide aproveitar, já que, né?! Não é todo dia que o personagem perfeito aparece na sua casa. 



As coisas vão bem demais, obrigada, e então Calvin decide parar de escrever e deixar Ruby agir como ela bem entender. Mas será que isso vai dar certo? 
A quem não viu o filme eu recomendo bastante. Entrou pra minha lista de favoritos desde o dia que o vi. É muito, muito bonitinho, além de brincar demais com nossa imaginação e nos deixar pensando "e se...?" 



Os que gostam de ler vão aproveitar bem mais o filme, até por que, creio que a situação do filme retrata o sonho de muitos de nós. (né? haha) 

O filme tem um ponto extra comigo por causa da música tema: Ruby, do Kaiser Chiefs (que eu amo). Veja o vídeo da música abaixo:




Fica aqui a dica de filme de hoje. Espero que quem veja goste tanto quanto eu. 
Bom filme! Até a próxima Sessão Cinema. 

Leia também:

Oi, gente!


Título Original: Sure Signs of Crazy
Ano: 2013
Lançamento Brasil: 2014
Editora: Intrínseca 
Páginas: 252
Autor(a): Karen Harrington  
Nota: 9.0/10

Sinopse: Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca. Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. O pai tornou-se alcoólatra. Prestes a completar doze anos, Sarah sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa porque seu primeiro beijo de língua ainda não aconteceu. Tragédia e humor combinam-se de forma magistral nesta incrível história sobre a aventura que é crescer.

Sarah Nelson é uma garotinha de doze anos muito mais madura do que todas outras crianças que conhece nessa mesma faixa etária. Sarah gosta de ler livros, adora palavras e sempre arruma uma pra ser sua favorita. Além desse diferencial, ela tem um enorme que a destaca de todas as outras pessoas que conhece: seu irmão gêmeo morreu quando tinha dois anos. Na verdade, sua mãe tentou matá-la quando ela tinha dois anos junto com o irmãozinho gêmeo, Simon. Sarah sobreviveu, e hoje em dia vive fugindo de repórteres e mentindo sobre sua mãe para todos que não conhecem sua história.  


Quando eu ficar velha, com setenta anos, garanto uma coisa: minhas mãos estarão sempre ocupadas escrevendo.


O livro se passa no verão de Sarah, nas férias, onde ela tenta solucionar dois problemas: 1) não ter que passar o verão inteiro na casa dos avós, e 2) Como fazer para não ter que entregar um trabalho de árvore genológica na escola, agora que ela está no sétimo ano e o trabalho é obrigatório. Além de tudo Sarah fez um trato com a melhor amiga: beijar um garoto nas férias. 


Livros não estragam. Não azedam como leite, que é preciso beber dentro do prazo de validade.




Por que "Claros Sinais de Loucura"? 

Bem, ao longo do livro nós vamos percebendo que Sarah procura em suas ações algum sinal de loucura que possa ter herdado da mãe - que se encontra internada num hospital psiquiátrico, e quem não vê há quase dez anos. Sarah fala com uma planta, que considera amiga. Sobe em cima do toco de uma árvore para observar seus vizinhos. Tem dois diários: um verdadeiro e um falso - o qual ela deixa exposto. Escreve cartas para um personagem fictício; conversa com o irmão morto através de sonhos, etc. Tudo isso contribui pra Sarah pensar se pode ou não ter herdado o gene louco da mãe. 

Meu pai diz que sou a pessoa mais corajosa que ele já conheceu. Isso vai direto para aquele lugar secreto de mim, onde guardo minhas palavras favoritas.



Amor pode ser uma palavra-problema para algumas pessoas. Loucura também. Eu sei bem. 

Ao decorrer da leitura percebemos que existem algumas palavras-problema no vocabulário de Sarah e que são raramente mencionadas, sendo assim substituídas por sinônimos. Palavras como Louca e Bêbado. 

Nós acompanhamos os pensamentos de Sarah sobre tudo isso numa escrita agradável e as vezes inocente, como se espera de uma criança de doze anos. Mas não é nada infantil. O livro é, como a personagem principal, muito maduro e 'adulto', com sentimentos reais e dignos de uma pessoa bem mais velha que Sarah. A maneira como ela enfrenta os problemas e traumas me impressionaram e fizeram amar a personagem mais e mais a cada página.


Descobri que é preciso escolher ter coragem todos os dias, como se escolhe a camisa que vai vestir. Não é automático.


Um dos melhores livros que li no ano - com certeza! Gostaria que tivesse durado mais. 

Depois disso, só me resta sentir saudades da vida de Sarah, do seu pai problemático, das maçãs da sra. Dupree, do Finn e sua namorada - dicionário e enfim! 

Leitura recomendada à todos. Tenho certeza que quem ler esse livro vai se sentir cativado por sua personagem principal, e vai lembrar da leitura pra a vida inteira!


Que tal juntar duas das maravilhas do mundo numa só? Olha que legal essas ideias de bolos inspirados em obras literárias ou apenas bolos em forma de livros!


Bolo infantil em formato de livro. 

Cake + Tea = <3

Livros "Fashion" 

Estilo 'Vintage Books'

Harry Potter <3 

Twilight Saga

Mais obras famosas transformadas em bolo <3

'Pedaços de Livros' <3

The Monster Book of Monsters

Harry <3

E esses cupcakes que lindos!? <3

Achei esses os mais lindos, gente. Olha só o de Peter Pan! <3

Diário de um Banana. :3

E ai, gostaram?! Eu achei lindoos. E parecem estar deliciosos. <3 

Oi, gente! 
Na resenha de hoje vamos falar sobre o livro – Entremundos, uma parceria entre Neil Gaiman e Michael Reaves. 

Título Original: Interworlds
Autor(a): Neil Gaiman e Michael Reaves.
Ano: 2007
Lançamento no Brasil: 2014
Editora: ROCCO
Nota: 9.5/10


Um livro genial! Eu gostei muito dessa leitura, entrou para uma das melhores leituras que já tive em minha vida. Para quem já leu “O Guia do Mochileiro das Galáxias” e gostou, este livro tem bastante acontecimentos que nos remete a historia do Guia, porém com um clima e pensamentos mais sérios.

Sinopse -

Primeiro de uma trilogia de sucesso assinada a quatro mãos por Neil Gaiman e Michael Reaves, roteirista de TV premiado, Entremundos leva o leitor a viajar por várias dimensões na companhia de Joey Harker, um garoto comum que, durante um inusitado teste de localização proposto pelo professor de Estudos Sociais, descobre ser um Andador, alguém capaz de deslocar-se de uma dimensão para outra. Enquanto tenta entender onde está e o que significa sua nova condição, Joey percebe que aquele é o começo de uma nova vida e de uma grande aventura em que magia e ciência se unem para garantir a paz em vários mundos.

O primeiro dos três livros já lançado aqui no Brasil, que se trata do próprio “Entremundos”. O segundo foi lançado apenas na versão americana tendo o nome de “The Silver Dream”. Até onde eu sei o terceiro está sendo produzido e ainda não tem data especifica para o lançamento. Por enquanto vamos torcer para que o segundo estreie logo aqui no Brasil.



Entremundos faz você refletir sobre vários aspectos sobre a vida, isto me atraiu mais ainda e me fez afundar por completo na trama. Também nos envolve bastante pelas várias aventuras que tem, são diversos capítulos recheados de aventura e muita emoção, literalmente.
Um ponto que podemos chamar como negativo, pode ser o fato de que em muitas partes há teorias, pensamentos e acontecimentos muito complexos, se você estiver lendo e não prestar muita atenção pode acabar se perdendo em algum ponto. Mas para quem fica “antenado” a cada palavra isto não será um grande problema.




Espero que gostem deste livro tanto quanto eu gostei, achei muito bom, de verdade. E estou muito ansioso para ler o próximo. Que venha logo! 

Meu livro surrado </3

Esse livro beira a perfeição! Desde a primeira vez que o li (e olha que eu não sou de reler os livros) eu me apaixonei. Em meados de 2010, lá estava eu, já elegendo-o como o meu favorito e até hoje essa opinião se sustenta!
E uma das razões que me fazem gostar tanto, são as lições, o amor que o livro transmite e é claro, tudo isso vem em forma de belíssimas frases.


Até a morte tem coração.

Duas palavras gigantescas:
Sinto muito.  


Alguns dados sobre Rudy Steiner, uma das minhas partes favoritas do livro <3
Está aí uma coisa que nunca saberei nem compreenderei - do que os humanos são capazes.

Com um sorriso desses você não precisa de olhos…



UMA DEFINIÇÃO NÃO ENCONTRADA NO DICIONÁRIO :
Não ir embora: ato de confiança e amor, comumente decifrado pelas crianças.



Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.



A única coisa pior do que um menino que detesta a gente.
Um menino que ama a gente.




Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito.

Que tal um beijo Saumensch?


GIF da adaptação para o cinema de "A Menina Que Roubava Livros", 2012.
Como a maioria dos sofrimentos, esse começou com uma aparente felicidade.

E o riso dele? Era algo absolutamente dominador. Ninguém tinha a menor chance diante dele.

Estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior.
Vejo sua feiura e sua beleza e me pergunto como uma coisa
pode ser as duas.






Depois de lembrar as coisas tão maravilhosas desse livro, só me resta admirar mais e mais o Markus Zusak. E recomendar mil vezes essa leitura. É obrigatória! 

Título Original: L'amore non fa per me
Autor(a): Federica Bosco
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2007
Lançamento Brasil: 2014
Páginas: 276
Nota: 4/5

Sinopse: Monica está de partida para a Escócia, onde seu namorado Edgar a espera. Todos os seus sonhos estão prestes a se realizar: vai viver com o homem que ama, seu livro será publicado e a perspectiva de uma nova carreira a deixa bastante empolgada. Mas, de repente, tudo ameaça ruir: a cidadezinha onde vai morar fica no meio do nada e o novo emprego em um jornal local não é nada interessante. Além disso, a convivência evidencia os “pequenos defeitos” de Edgar, o relacionamento com a sogra é turbulento e, de vez em quando, David, uma antiga paixão, manda mensagens sedutoras. Conseguirá Monica finalmente encontrar o equilíbrio e reconquistar a felicidade?Em O amor não é para mim, Federica explora toda a sua irreverente ironia, elaborando um romance leve e comovente sobre os sentimentos e desejos das jovens mulheres – pelo menos daquelas que não param de sonhar com o grande amor.

Resenha

Bem... esse é o segundo livro de uma 'trilogia' (A Aventura Sentimental de Mônica), e eu não li o primeiro volume, mas isso não tem problema nenhum nesse caso, pois eu entendi tudo perfeitamente, não tive dificuldade alguma. 
A história se desenrola bem, não sei se foi por que li o livro inteiro em menos de vinte e quatro horas, mas senti as coisas indo bem rapidamente, e esse é um ponto positivo: nada de enrolação. 
A edição do livro é muito parecida com os livros da Marian Keyes, mas é só isso: a história, mesmo sendo aquela bem clássica dos chick-lits, não se parece com o desenrolar das histórias da Marian. Talvez eu esteja dizendo isso como 'fã' da M.K, mas ok.

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Personagens: Monica não foi minha favorita no livro, mesmo sendo a personagem central: eu a achei um pouco chorona demais, as vezes parecia mimada e não deixava o pobre Edgar em paz. Edgar também não ganhou minha afeição total: quem, pelo amor de Deus, não passa nem duas horas acordado em casa? Sem falar em todas as manias estranhas causadas pela morte da primeira mulher, Rebecca, que morreu sete anos atrás. David: Bem, ele aparece pouco nesse livro, sinto que no primeiro ele apareceu mais, então não sei o que achar realmente dele, mesmo que tenha gostado muito do personagem nesse volume, a Mônica fala tão mal dele, fica tão em dúvida das palavras dele que fico insegura em achar ele bonzinho. Os amigos de trabalho de Mônica foram os que mais gostei na história toda: Siobhan e Niall, mesmo mal aparecendo, eu vibrava quando eles estavam em cena. 
Cheio de reviravoltas interessantes, o livro nos mostra que devemos seguir nossos sonhos, mesmo que tudo pareça estar dando errado. 

É isso que me intriga na vida: mesmo quando tudo dá errado, pode acontecer alguma coisa que revoluciona todos os seus planos suicidas e a vida segue. 

Federica Bosco se mostrou uma ótima escritora. Eu, que não conhecia suas obras, pretendo terminar a Saga de Mônica e ver se um dia o amor estará lá para ela. 

Espero que tenham gostado da resenha, e se seguirem a dica de leitura, espero que se divirtam tanto quanto eu. :) <3

Leia também:

A trilha sonora dessa semana será da banda The Black Keys. Aproveitem!

The Black Keys é uma dupla estadunidense de blues-rock formada pelo vocalista/guitarrista Dan Auerbach e pelo baterista/produtor Patrick Carney no ano de 2001 em AkronOhio.
Dan Auerbach e Patrick Carney 

A banda  formada em 2001 e no início da carreira já era bastante ativo na cena underground de Akron, Ohio. A banda lançou seu álbum de estréia The Big Come Up em 2002 e fez muito sucesso para uma banda de rock independente. The Big Come Up bem como o álbum seguinte Thickfreakness (lançado em 2003), foram gravados no porão da casa de Patrick, sendo utilizado um gravador de fita cassete dos anos 80. A dupla se carateriza pelo estilo musical bem nostálgico, a sonoridade lembra bastante bandas das décadas de 70's e os vários blues de "raiz" porém com um estilo original e muito bem evoluído.

Para quem não conhece a banda deixei aqui uma playlist das minhas musicas favoritas, e para quem conhece é só apreciar os vários hits dessa maravilhosa dupla. Espero que gostem. 

Título: Eleanor & Park
Editora: Novo Século
Ano: 2013
Páginas: 324
Autor(a): Rainbow Rowell
Nota: 9.0

Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Resenha

Uma das coisas que mais gostei no livro é o fato d'ele se passar nos anos 80, uma década que gosto bastante e me identifico. O livro é,  antes de tudo, antes mesmo de ser romântico,  é Geek. Fala sobre quadrinhos, e essa é a base do romance dos personagens principais.


“Era como uma obra de arte, e arte não deve ter boa aparência, mas sim fazer a gente sentir alguma coisa”

Ainda no onibus em caminho a escola,  Eleanor, que é zoada por todos,  senta-se ao lado de Park, que diariamente lê quadrinhos para passar o tempo. Com o passar dos dias ele percebe que a menina ao seu lado tambem lê suas revistas e passa quase sem perceber a ler mais devagar, pra ela poder acompanhar. Ate que um dia ele leva revistas pra ela e deixa no seu banco. Eles nao falam uma palavra, só 'se comunicam' através dos quadrinhos.

“A gente acha que abraçar uma pessoa com força vai trazê-la mais para perto. Pensamos que, se a abraçarmos com muita força, vamos senti-la, incorporada em nós, quando estivermos longe. Toda vez que Eleanor ficava longe de Park, sentia sua perda.”

Um ponto muito alto do livro é que ele é narrado em terceira pessoa,  mas é dividido entre os pensamentos de Eleanor e os de Park (como na imagem abaixo), mostrando como os dois estão em relação ao romance. Mostra a vida e o sofrimento de Eleanor, a paixão desenvolvida por Park... etc.



” Segurar a mão de Eleanor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo e completamente vivo.”

Eu gostei de Park na maioria do livro, ele foi e é meu personagem favorito. Ele mostrou primeiro que estava apaixonado, sempre demonstrava tudo que sentia, já Eleanor era mais fechada. Eu tive a impressão,  em vários momentos, que ela se auto excluía das coisas, nao se deixava apegar, etc.
O livro é fofo, mas tem partes tensas, como o relacionamento de Eleanor e seu padrasto,  Richie. 

“Mesmo estilhaçada em milhões de pedaços, Eleanor ainda sentia o toque de Park em sua mão. Sentia o dedão dele explorando-lhe a palma.”

O romance é bem construído, bem escrito, desenvolve muito bem a história, faz qualquer um se apaixonar pela leitura fofinha e nos remete aquele tempo de colegial em que nos víamos apaixonados pela primeira vez. Leitura obrigatória. :)
P.s: há boatos que vai virar filme. Se for verdade, que ótima trilha sonora, Jesus ♥
P.p.s: Vi em uns blogs que haverá continuação. Eu voto pelo não. Adorei a forma que o livro terminou. :)

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