Oi, gente <3

          Hoje vim falar de um livro que me deixou frustrada nesses últimos dias. Tanto por ter lido algo totalmente diferente do que eu estava esperando (o que nem sempre é ruim, mas neste caso...), e também por não saber exatamente o que achei, no geral. 
          O livro é o primeiro da série "To all the boys I've loved before", da Jenny Han.


Sinopse: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar. || Jovem adulto || 320 Páginas || Editora: Intrínseca || Skoob || Ano: 2015 ||


 Lara Jean é uma adolescente de dezesseis anos, irmã do meio, orfã de mãe e protegida pela sombra da irmã mais velha, Margot. Quando Margot se muda para muito longe — a Escócia — para a faculdade, Lara Jean sente a insegurança tomando conta, agora sendo a irmã mais velha na casa, precisando assumir responsabilidades e tendo que enfrentar essas novas situações praticamente sozinha. Lara Jean é uma garota doce, tímida, que não se destaca muito no colégio, não faz o tipo popular e, embora uma de suas melhores amigas seja totalmente solta e desinibida, Lara é o total oposto e não se vê entrando nesse clube dos populares nem tão cedo.  
          Tendo sempre sido um pouco insegura, Lara Jean já se apaixonou, mas sempre manteve em segredo seus amores, escrevendo apenas cartas para os garotos, mas nunca enviando. As cartas "de amor" na verdade são escritas ao final de cada uma dessas paixões, e Lara Jean as guarda como lembrança de todos os garotos que fizeram seu coração bater mais forte. 
        Quando essas cartas secretas são misteriosamente entregues a cada um dos garotos, logo no primeiro dia de aula, Lara Jean fica perdida, e, tomada pela impulsividade, bola um plano maluco e acaba beijando um dos garotos populares do colégio, no meio do corredor, na frente de todo mundo. 
          O garoto — Peter K. — é um dos que recebeu a carta, mas acaba levando o plano de Lara Jean para frente quando aceita ser o namorado de mentira da garota, só para causar ciúmes na ex-namorada, Genevieve.
          Está formado o enredo do livro. 
Em "Para Todos os Garotos que Já Amei" vamos ver como Lara Jean faz para se desprender da figura "perfeita" da irmã, como encarará o namoro de mentira com Peter K., e o que fará para esquecer sua paixãozinha pelo vizinho, Josh. As cartas ficam um pouco em segundo plano depois que já são entregues aos garotos, e não vemos muito a repercussão disso. 

••••••

          Infelizmente, Jenny Han não conseguiu me ganhar mais uma vez. Eu já tinha lido um livro da autora, mas em parceria com a Siobhan (Olho Por Olho), e não me agradou nem um pouco. Foi um dos livros que entraram para minha pilha de "nunca mais", e eu abandonei a trilogia ali mesmo. Com essa nova história, achei que poderia me identificar mais, mas... bem, ledo engano. 

          Para Todos os Garotos que Já Amei tem uma ótima premissa. Cartas secretas que são misteriosamente entregues aos destinatários e, BUM!, porém, não. O livro me cansou um pouco ao narrar uma personagem sem graça, vivendo muito na sombra da irmã mais velha que agora está longe, sempre tratando a Margot como a perfeita, a boa, a melhor em tudo. Me deixa exausta ler sobre personagens que estão sempre se colocando para baixo, idolatrando outra pessoa, se achando pouco. E a personagem não tinha nenhum porquê de se sentir assim. As inseguranças de Lara Jean cresceram por conta da proteção exagerada e pela própria personalidade da garota, que gosta de ficar ali, escondida. Quando ela resmungava sobre como Margot era muito melhor, eu quase trincava os dentes com impaciência. 

          Os personagens do livro são pouco explorados. A visão da Lara Jean parece distante de todos, sem abordar mais a fundo características de personagens importantes. O livro gira em torno do namoro de mentira entre Lara e Peter (o único personagem que gostei), e também na amizade de Lara e Josh, o vizinho por quem Lara Jean é apaixonada, que, ah, também é ex-namorado da sua irmã, Margot, a perfeita. O raio de personagens do livro é muito pequeno. Parece que estamos lendo algo que se limita só àquilo, e eu posso entender isso em livros que são feitos exatamente para serem assim, mas aqui, não me agradou muito. 

          Talvez por eu estar esperando um livro um pouco mais maduro, com uma personagem menos infantil e mais segura de si, e um enredo que realmente nos deixasse curiosos para saber o fim das cartas e o que aconteceu com os garotos que as receberam, eu tenha levado um tombo tão grande. Culpo as expectativas, em parte, claro, mas mesmo sem elas, o livro não funcionaria para mim. Uma pena, pois eu estava esperando essa leitura há tempos. 

          Embora eu tenha falado de todas as coisas que não gostei em Para Todos os Garotos que Já Amei, preciso falar dos pontos bons: a escrita da Jenny Han. Nem nesse livro, nem no outro em que li da autora, a escrita foi o que me afastou da leitura. Ao contrário. A escrita leve e despretensiosa da autora foi o que me fez levar o livro até o fim, porque, sinceramente, pelo enredo eu teria largado nas primeiras 150 páginas. 
         Outra coisa que reconheço: o livro pode ser agradável para adolescentes — até porque esse é o público-alvo dele. Só que livro para adolescentes nem sempre precisam ser limitados a esse público — e eu acho que isso acontece com o livro da Jenny Han, o que é um problema. Porém... acredito que garotas na faixa etária 12—16 vão curtir a leitura; é um livro legal para quem está começando a ler agora, quem está passando por essa fase de novas descobertas, primeiros namorados, inseguranças, e todo esse mundo que se abre na adolescência. Um exemplo de livro que conta a história de uma personagem passando pela mesma fase é Tudo e Todas as Coisas |clique aqui para ler a resenha| mas a maestria com que Nicola nos apresenta a história é incomparável. Everything, Everything é um livro Jovem Adulto que não se limita apenas a adolescentes. E eu queria ter visto isso em To All The Boys I've Loved Before. 💔
        Bem, gente, é isso! Eu adoraria ter curtido, mas não rolou. Se você já leu e tem uma opinião diferente, ou quem sabe concorda com a  minha, comenta aqui! 


Oi, gente <3



Como estão?
Faz tempo que não falo de cinema aqui no blog, com as resenhas de livro saindo a todo vapor, mas estou de volta! E, como já fiz com a Zooey Deschanel e com a Emma Stone, duas de minhas atrizes favoritas, resolvi trazer o Ryan Gosling para o "Filmes para conhecer". O ator também está na lista dos meus favoritos e nem sei porquê ainda não apareceu aqui no blog. 

Ryan Gosling

Os fãs de livros e adaptações cinematográficas com certeza já o viram no filme "Diário de Uma Paixão", a adaptação da história escrita por Nicholas Sparks e que foi ao cinema no ano de 2004. Lá, em 2004, Ryan ainda não era um ator super conhecido, embora tivesse feito parte do elenco da Disney nos anos '90. O sucesso do ator começou a subir depois de Diário de Uma Paixão e alcançou o auge com a indicação ao Oscar, em 2006, com Half Nelson, onde interpreta um professor de história com métodos diferenciados dentro da sala de aula. Hoje em dia, a filmografia do ator é bastante diversificada, com papéis cômicos, dramáticos, românticos, etc. Ryan conquistou sua segunda indicação ao Oscar com La La Land, o musical do diretor Damien Chazelle (Whiplash).


Ryan Thomas Gosling é um ator, cineasta e músico canadense. Ele começou sua carreira como um ator mirim no programa da Disney Channel, Clube do Mickey (1993-1995), e passou a aparecer em outros programas de entretenimento familiar, incluindo as séries de terror infantil Você Tem Medo do Escuro? (1995) e Goosebumps (1996). Gosling recebeu aclamação do publico por seu desempenho Diário de Uma Paixão (2004), pelo qual ele recebeu quatro Teen Choice Award e um MTV Movie Award. Ele também se tornou um dos atores mais elogiados criticamente, depois de seu desempenho como um professor viciado em drogas em Half Nelson (2006), pelo qual venceu o Independent Spirit Award e o National Board of Review Award e recebeu sua primeira indicação ao Óscar. Gosling é também conhecido por sua facilidade em interpretar personagens dramáticos, pelo qual foi indicado duas vezes ao Globo de Ouro de Melhor Ator (Drama) por seu desempenho em Namorados Para Sempre (2011) e The Ides of March (2012), além de elogios da crítica especializada por seu desempenho em Drive (2012).
Quatro Filmes:

Blue Valentine (2010)



Casados há vários anos e com uma filha, Cindy (Michelle Williams) e Dean (Ryan Gosling) são jovens da classe trabalhadora que passam por um momento de crise, vendo o relacionamento ser contaminado por uma série de incertezas. Ele trabalha como pintor, enquanto que ela é enfermeira de uma clínica médica. Seguem em frente e tentam superar os problemas, se baseando no passado que fez com que se apaixonassem um pelo outro.

Esse é um dos meus favoritos do Ryan, pela atuação e pela história. O filme nos dá "dicas" do que aconteceu com o casal principal, nos mostrando cenas do passado, ao se conhecerem, e do presente, carregado de drama, brigas e choro. É um filme de romance sobre o fim de um relacionamento, e os estágios do casamento, do início ao fim. É bonito, tem uma fotografia linda, e é dolorosamente real. Vale a pena conferir. 

Dois Caras Legais (2016)


Na Los Angeles dos anos 1970, a filha de uma funcionária do Departamento de Justiça dos Estados Unidos é sequestrada e ela decide contratar Jackson Healy (Russell Crowe), brutamontes violento e ex-alcoólatra, para investigar o caso. O trabalho revela-se mais complicado do que o esperado e ele decide contar com a ajuda a um medroso e atrapalhado detetive particular (Ryan Gosling).

Dois Caras Legais é uma comédia ambientada nos anos '70, e a atuação de Ryan não deixa a desejar hora alguma, mesmo sendo um filme diferente dos que ele é reconhecido por fazer. The Nice Guys prova que Ryan vai de um extremo ao outro - comédia de alta qualidade e drama de cortar o coração. 

Drive (2011)


Durante o dia um motorista (Ryan Gosling) trabalha como mecânico e dublê em filmes de Hollywood, enquanto que à noite ele presta serviços para a máfia. Ele é vizinho de Irene (Carey Mulligan), que é casada e tem um filho com Standard (Oscar Isaac). Percebendo a situação difícil de Standard, que saiu há pouco tempo da prisão, o motorista o convida para realizar um assalto. Só que o golpe dá errado, o que coloca em risco as vidas do motorista, Irene e seu filho. 

Drive é um dos melhores filmes que vi, e daqueles que eu gostaria de rever, e com certeza vou, várias vezes. O filme não é o típico filme de ação/crime, carregado de cenas cheias de adrenalina, etc. O filme não nos prepara para os acontecimentos, dando aquela surpresa quando algo acontece. É do tipo que, se se afastar da tv por dois minutos, quando voltar terá uma reviravolta acontecendo. Ryan entrega um personagem misterioso, desenvolvendo o papel com maestria. Mais uma vez surpreendendo com um filme diferente, desafiador. 

La La Land (2016)


Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Você provavelmente já ouviu falar de La La Land - Cantando Estações. No filme recordista de indicações ao Oscar, Ryan Gosling mostra seu lado musical - cantando, tocando piano, dançando e sapateando. É um filme 8 ou 80. Por ser musical, ou você ama ou você odeia. Eu, pessoalmente, não sou a maior fã de musicais, mas os números de La La Land me conquistaram. 
Falei do filme no "Filmes para conhecer Emma Stone", quando ele ainda iria estrear nos cinemas. É muito bom confirmar que o filme vale mesmo a pena, e merece ser conferido.


Menções honrosas

Assista aos Trailers:

E aí, curtiram as indicações?
Se já viram um desses filmes, não esquece de comentar. ♥


Oi, gente <3

Você acredita em amor à primeira vista? Ao primeiro contato, a primeira conversa? Acredita que o amor pode acontecer, pode ser fruto da química entre dois corpos, e unir duas pessoas para sempre? Eu, sim. Se você, não, tudo bem. O livro que venho falar sobre aqui hoje também é pra você.
Mais uma resenha de um livro da Nicola Yoon aqui. Estão prontos? <3

Título Original: The Sun is Also a Star
Páginas: 288
Editora: Arqueiro
Autora: Nicola Yoon
Sinopse: Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.
Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.
O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?
 ♡ ♡ ♡ ♡

Mais uma vez peguei um livro para ler sem expectativa nenhuma. Estou gostando desse negócio. Eu já tinha ouvido falar do livro – é claro, estando sempre ligada nas novidades de lançamento – mas mesmo assim, não criei nem um pingo de expectativa. Como aconteceu com o primeiro livro que li da Nicola Yoon, eu fui sem saber de nada, e fui surpreendida. E posso dizer que a surpresa foi bem maior com esse do que com Tudo e Todas as Coisas.

O Sol Também é Uma Estrela fala de amor da forma mais singela e sincera que conhecemos. O amor adolescente geralmente é assim bastante intenso e instantâneo, mas aqui vemos uma coisa diferente.

Natasha, nossa personagem principal e parte narradora (o livro se divide em narrações em primeira pessoa de Natasha e Daniel, e também pontos de vistas de outros personagens importantes; volto nisso daqui a pouco) não acredita no amor. Natasha é cética. É cientista. Acredita que o amor não é isso tudo que o mundo está acostumado a achar, não é nada incrível. É uma combinação de sensações e reflexos do corpo, etc., etc. Ela não quer se apaixonar, e nem acredita que vai.

Daniel, do contrário, é totalmente romântico. 100%. Poeta, sonhador, apaixonado.  Daniel tem certeza que o amor é algo que a ciência não pode provar, mas que existe. Não precisa ser provado, precisa apenas ser sentido.

Natasha e Daniel são dois opostos e, mesmo parecendo impossível entrarem num acordo, Nicola Yoon desenrola muito bem o enredo, fazendo parecer simples toda essa ciência por trás da paixão.

O Sol Também É Uma Estrela é um livro importante. Aborda assuntos que não vemos por aí em todo lugar, em qualquer livro YA, como relação inter-racial e imigração. Natasha está em seu último dia nos Estados Unidos antes de ser deportada junto com a família para a Jamaica, seu país de origem, e está tentando dar uma solução a esse pesadelo. Daniel é um adolescente Coreano-Americano atrás de se desfazer do destino que seus pais planejaram para si. Ambos estão tentando sair de situações a quais estão sendo impostos, e encontram, um no outro, essa janela, uma brecha para escaparem de seus destinos aparentemente já traçados.

Uma das coisas que mais gostei no livro foi que ele não se prende a apenas um ponto de vista, não nos conta apenas uma história. Natasha conta sua versão dos fatos, e Daniel a sua própria. Mas tem mais além disso. Personagens que contribuem para o encontro do casalzinho também têm sua própria voz no livro. Suas histórias são contadas em terceira pessoa, e estão ali para nos mostrar que eles também estavam destinados a estar naquele lugar, àquela hora, por um motivo ou outro.

Eu adoro livros que falam de destino, coincidências, e essas coisas que acabam unindo duas pessoas, seja qual nome você queira dar. O Sol Também É Uma Estrela fala exatamente sobre isso. Sobre como cada uma de nossas decisões nos levam a um ponto. E o ponto em que Daniel e Natasha precisavam estar era exatamente ali, ao lado um do outro. A hora? Bem, pode ou não ter sido a melhor. Mas foi a certa.

Nem sempre o certo precisa ser o melhor. Nem sempre o amor pode ser provado. Mas nem tudo precisa de evidências. Nem sempre uma coisa é certa, só porque achamos que sim. Certezas podem ser desconstruídas, é só nos deixarmos acreditar.
Recomendo a leitura, com certeza. Para todos aqueles que não acreditam no amor instantâneo, e os que acreditam. É um livro que nos mostra os dois lados, e como podemos ceder sem demonstrarmos fraqueza. 




Oi, gente <3
Estão preparados para uma resenha super emocional? hahaha


Autor: Benjamin Alire Sáenz
Páginas: 464
Editora: (no Brasil será lançado pela) Seguinte
Sinopse: Um lindo romance adolescente do multi-premiado autor e poeta Benjamin Alire Saenz, situado na fronteira americana com o México, sobre família e amizade, a vida e a morte, e um adolescente lutando para entender o que sua adoção diz ou não a respeito de quem ele é .Sal conhecia seu lugar com seu pai gay adotivo, sua família mexicana-americana amorosa e sua melhor amiga, Samantha. Mas é o último ano do colégio e de repente Sal está distribuindo socos, questionando tudo e percebendo que ele não se conhece mais. Se Sal não é quem ele pensou que era, quem é ele?


Eu não costumava ler muitos livros YA. Tinha essa estranha sensação de que todos contavam a mesma história, ou pelo menos histórias muito semelhantes, com personagens sempre sarcásticos, adolescentes engraçadinhos se envolvendo em romances inexplicáveis em momentos da vida complicadíssimos. Eu ainda penso isso sobre uma grande parte dos YA, mas minha visão foi mudando aos poucos. Quanto mais eu me abria para esse gênero, mais achava livros que me agradavam – eu só precisava procurar MUITO. É aquela coisa: YA retrata a vida de adolescentes, e eu não sou mais adolescente, MAS, mesmo quando eu era adolescente eu não lia YAs. Vai ver eu tô pegando o jeito da coisa agora, né? Uma reação tardia. Vai saber… O negócio é: um dos primeiros livros Young Adult que li e me encantei – de tal forma que subiu para o meu top 3 assim que finalizei – foi Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo. Aquele livro acabou comigo, meu Deus. E quando eu soube do mais novo livro do mesmo autor, é LÓGICO que eu quis ler. Na mesma hora. Em e-book, em inglês. Eu precisava. E aí eu li. E eu acho que nunca mais vou sentir por um livro YA o que eu senti por esse.

Eu sei que é difícil falar sobre algo que a gente gosta muito sem ser exageradamente passional sobre isso, mas eu vou tentar. Eu juro que vou. Se eu não for bem-sucedida, pelo menos eu tentei.
The Inexplicable Logic of My Life conta sobre a vida de Salvador Silva, um Mexicano-Americano adotado por um pai solteiro e gay, que vive na cidade de El Paso, no Texas, e de repente se vê no meio de uma briga. Mais ou menos uma briga. Sal enfia um soco na cara de um garoto que chamou seu pai de bicha – faggot, no original. Seria só mais um dia normal na vida de um adolescente normal, mas Sal não costumava sair por aí usando o punho para resolver as coisas. Não foi assim que ele foi criado. Isso levanta mil e uma questões na cabeça de Salvador – que já está passando por uma fase decisiva na vida.
Com o câncer da sua Mima – avó – de volta, a faculdade batendo na porta, uma carta da sua falecida mãe para ser aberta e lida, Sal está definitivamente confuso. E o lance do punho continua acontecendo. A vontade de socar caras que passam por seu caminho e desrespeitam de alguma maneira alguém da vida de Sal só aumenta, e isso o faz se perguntar: será que estou agindo como meu pai biológico, o qual eu nunca conheci, e divide o DNA comigo? Isso realmente importa, ou a forma como eu fui criado, as pessoas que me rodearam minha vida inteira e que me ensinaram tudo o que sei é que realmente influenciam a maneira como encaro a vida?
Em The Inexplicable Logico of My Life vamos descobrir respostas para perguntas envolvendo família, amor, amadurecimento e a lógica da vida. Mesmo aquela inexplicável.

• • • ♡♡♡ • • • 

Gente. Ah, gente!

Sabe aqueles livros que a gente lê o prólogo e já se acomoda na cadeira, respira fundo e se prepara para passar as próximas horas envolvido(a) naquilo? “The Inexplicable…” com certeza é um desses livros. Logo no início, no prólogo de apenas uma página, a gente já consegue sentir a delicadeza e a profundidade do que vem por aí. Essa primeira cena envolve uma memória de Salvador, nosso personagem central, sobre sua avó, quando ele tinha cinco anos de idade. A memória acompanha todo o livro, e não decepciona quando nos é explicado porque ela está logo ali no início.
Logo após o prólogo conhecemos Sam, a amiga de infância de Sal, que está empolgadíssima com o começo do último ano do ensino médio e animada com a perspectiva da faculdade – Sal, bem, nem tanto. Conhecemos também o pai de Sal, Vincente – Mr. V. – e Fito, o amigo de Sal, que ganha mais visibilidade no livro com o passar das páginas.
O arco dos personagens está feito – Sal, Sam, Pai, Fito – e… bem, e aí a história se desenrola.
É inútil tentar falar sobre as emoções que o livro nos proporciona. Eu passaria tempo demais aqui listando uma a uma. É felicidade, um aperto no peito que esmaga nosso coração, dor, saudade, compreensão… tudo o que um livro pode nos proporcionar. Não é apenas um livro emocionante. É um livro que nos passa a sensação de haver esperança até para as coisas mais impossíveis. Há felicidade nas situações mais devastadoras, há saudade mesmo quando não perdemos nada – ainda. E, acima de tudo, há amor.
O livro é todo escrito em primeira pessoa pela visão do Sal, os capítulos são curtos - como em Aristóteles e Dante - e os questionamentos do personagens são muito... humanos. Difícil não se sentir representado por ele, pelo menos em algum aspecto da vida, e é difícil não se ver ali, naquele ciclo de amizade, na família do Salvador, nos conflitos da sua adolescência. Os personagens melhores amigos de Sal são verdadeiros, passíveis e erro - vários deles - e não formam uma amizade perfeita, impossível de ser quebrada. São amigos apesar das rachaduras - neles mesmos e nos seus relacionamentos. 
Uma das maiores lições do livro é essa: há amor em tudo, e em todos. Somos capazes de amar das maneiras mais inexplicáveis e não necessariamente compreensíveis. Existe amor nas pequenas e grandes coisas, nas palavras boas e nas não tão boas assim. Existe amor em nós. E nós devemos amar – e nos deixar ser amados.


Todo mundo deveria ler esse livro.
Super recomendo!

O lançamento no Brasil está previsto para Junho/2017. 
Trarei novidades assim que souber mais! 


Oi, gente! 

Como estão?

Hoje trouxe pra vocês a resenha de um livro que eu já tinha muito ouvido falar, mas nunca tinha sentido tanta vontade de ler. Isso me fez abrir o livro (ou e-book) sem expectativa nenhuma, o que fez a leitura valer muito mais a pena. Eu adoraria ler todos os livros assim, com as expectativas lá embaixo. Realmente aumenta nosso prazer ao ler.
Enfim, vamos a resenha de hoje?!

Tudo e Todas as Coisas (Everything Everything)


Sinopse: Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre.
Ficha técnica:
Título Original: Everything, Everything || Páginas: 304 || Editora: Novo Conceito || Ano: 2015 || Autora: Nicola Yoon
••••••

Madeline nunca saiu de casa. A jovem de dezoito anos convive com uma doença grave e rara, IDCG, que a torna alérgica a tudo e todas as coisas. Resumidamente, Madeline é alérgica ao mundo.

O livro começa no aniversário de dezoito anos de Madeline e nos mostra sua relação com a mãe e com a enfermeira, Carla, que é além de enfermeira, sua amiga. Logo depois vemos o acontecimento que muda a vida de Maddeline: uma nova família se muda para a casa ao lado.

Maddeline nunca esteve apaixonada, mas sabe, instantaneamente, no momento que ela o vê, algo nela está mudando. Maddeline observa Olly pela janela, seus movimentos suaves pela rua, o jeito que fala, a relação com os pais e a irmã, e o sorriso dele ao olhar para ela. O coração de Maddeline se derrete inteiramente só com o pensamento de estar perto de Olly.

Os dois logo começam uma amizade virtual, evoluindo para um sentimento mútuo, bonito e misterioso. Maddy – como Olly a chama – e o garoto conseguem se ver, dentro da casa-bolha de Maddeline, com a aprovação da enfermeira, e depois dessa primeira vez, tudo muda. Maddy passa a pensar em Olly vinte e quatro horas por dia, e a necessidade de vê-lo só aumenta, assim como as borboletas em seu estômago e as batidas descontroladas do coração.

Com o desenrolar do livro vemos a amizade de Maddy e Olly evoluir para algo mais intenso, e perigoso. Lemos esperando o pior, e sempre o pior, até que o plot twist nos pega de surpresa. São capítulos pequenos e envolventes que nos guiam até um final imprevisível e adorável – além de esperançoso.

♡♡♡♡♡ 

Eu praticamente nunca tinha tido vontade de ler esse livro. Sim, eu o via por aí, eu lia resenhas positivas e ouvia comentários sobre, mas eu nunca tive vontade de ler. Eu meio que me deixei esquecer a existência do livro, abaixar as expectativas, para depois ler. Nessa onda de e-books, encontrei Tudo e Todas as Coisas no meu caminho. E que bom que isso aconteceu.

Primeiro, preciso dizer que o livro não é NADA do que eu imaginava. Eu sabia que envolvia uma doença, e só isso, então eu logo pensei nessa onda de livros com personagens doentes onde as lágrimas rolam soltas no final. Eu já comecei a ler com meu lencinho no ombro. Vai que eu precisasse? Eu estava certa de que ensoparia o coitado. Porém, se você está como eu estava e espera daqui uma história chorosa, pode ir mudando esse pensamento. Eu encontrei em Everything, Everything uma narrativa simples, capítulos curtos, personagens inocentes, adoráveis, e uma trama adolescente quase água com açúcar. Se não fosse a doença da Maddy, que começa a narrativa do livro falando da condição de sua saúde, eu teria levado o livro como um romance adolescente comum. Mas a doença faz toda diferença aqui, e torna o livro o que ele é. 

A doença não está lá para nos fazer chorar, mas para ser o (como uma amiga apontou) TCHAN do livro. Tudo caminha de acordo com a doença, tudo gira em torno dela. Só precisamos descobrir o que acontecerá com a Maddy após se apaixonar perdidamente por Olly e colocar toda sua vida em risco. É gostoso acompanhar a evolução da relação do casalzinho principal. 

Tudo e Todas as Coisas foi uma surpresa do tipo mais UAU que eu tive nesse último mês de abril. Não esperava nada do que li, mas gostei de tudo o que vi ali. O livro é curtinho, com capítulos curtos, páginas quase em branco e uma linguagem que nos permite avançar muito rapidamente, fazendo assim a leitura ser bastante agradável e daquelas que a gente se prende por uma tarde inteira e quando vê, pff, acabou. 

Recomendo Tudo e Todas as Coisas para quem quer desapegar daquela ressaca terrível, ler livros rápidos e sem muito aprofundamento. É uma ótima pedida para dias chuvosos e com as pernas para o ar. E prepare-se para se apaixonar pelo Olly, também. ♥



Se interessou? Compre o livro ou e-book (nova edição) na AMAZON!


                                                             

Oi, gente!

Resenha de hoje: A Monster Calls, de Patrick Ness e ideia original de Siobhan Dowd. A escritora faleceu em 2007, mas tinha alguns rascunhos do livro, os personagens, história, tudo. O que Patrick fez foi passar isso para o papel e realizar a ideia de Siobhan. E ele fez muito bem feito. Confere aqui a resenha:


Título Original: A Monster Calls || Páginas: 160 || Editora: Novo Conceito || Ano: 2016 || Autor: Patrick Ness || Sinopse: Conor é um garoto de 13 anos e está com muitos problemas na vida. A mãe dele está muito doente, passando por tratamentos rigorosos. Os colegas da escola agem como se ele fosse invisível, exceto por Harry e seus amigos que o provocam diariamente. A avó de Conor, que não é como as outras avós, está chegando para uma longa estadia. E, além do pesadelo terrível que o faz acordar em desespero todas as noites, às 00h07 ele recebe a visita de um monstro que conta histórias sem sentido. O monstro vive na Terra há muito tempo, é grandioso e selvagem, mas Conor não teme a aparência dele. Na verdade, ele teme o que o monstro quer, uma coisa muito frágil e perigosa. O monstro quer a verdade. Baseado na ideia de Siobhan Dowd, Sete minutos depois da meia-noite é um livro em que fantasia e realidade se misturam. Ele nos fala dos sentimentos de perda, medo e solidão e também da coragem e da compaixão necessárias para ultrapassá-los.

Histórias são criaturas selvagens. Quando você as solta, quem sabe o que podem causar?
Sabe aquilo de que "menos é mais"? 
Se aplica totalmente a esse livro, e eu não consigo pensar em nada mais apropriado para dizer quando alguém me pergunta sobre. É tocante, é sutil, e é curto. É aquilo: ele mostra o que propõe e vai embora. Quase que como o teixo que visita Conor no meio da noite, logo após o relógio bater a 00hr. 

Oi, gente!

Como estão?
Tem algum jovem escritor aqui? Alguém que ama a escrita e sonha um dia escrever livros que serão lido por multidões?
Então, vem ler essa resenha: esse livro é pra você.

Título Original: Big Magic

Autora: Elizabeth Gilbert

Páginas: 192

Editora: Objetiva

Sinopse: Ao compartilhar histórias da própria vida, de amigos e das pessoas que sempre a inspiraram, Elizabeth Gilbert reflete sobre o que significa vida criativa. Segundo ela, ser criativo não é apenas se dedicar profissional ou exclusivamente às artes: uma vida criativa é aquela motivada pela curiosidade. Uma vida sem medo, um ato de coragem. A partir de uma perspectiva única, “Grande Magia” nos mostra como abraçar essa curiosidade e nos entregar àquilo que mais amamos. Escrever um livro, encontrar novas formas de lidar com as partes mais difíceis do trabalho, embarcar de vez em um sonho sempre adiado ou simplesmente acrescentar paixão à vida cotidiana. Com profunda empatia e generosidade, Elizabeth Gilbert oferece poderosos insights sobre a misteriosa natureza da inspiração.

Grande Magia é um livro de uma grande escritora para grandes, ou pequenos, ou aspirantes escritores. É um livro sobre criatividade, sobre a mágica que envolve a escrita, sobre a criatividade na vida, em todas as coisas, e como é importante viver uma boa relação com ela. Todos nós temos magia, todos nós temos criatividade, e a Elizabeth vai te convencer disso, se você já não pensar assim.

E, quando me refiro aqui a “mágico”, é no sentido literal da palavra. No sentido de Hogwarts. Estou me referindo ao sobrenatural, ao místico, ao inexplicável, ao surreal, ao divino, ao transcendente, àquilo que é de outro mundo. Porque a verdade é que acredito que a criatividade seja uma força de encantamento — não inteiramente humana em sua origem.

Oi, gente! 
Como estão?

Vocês provavelmente devem ter ouvido falar da nova série da Netflix, Girlboss, que conta a história da Sophia Amoruso, mas é só "mais ou menos" baseada na realidade. 
#GIRLBOSS, a série, foi inspirada na vida de Sophia Amoruso, a real garota por trás do grande site Nasty Gal. E o livro, #GIRLBOSS, foi escrito pela própria, contando um pouco da sua trajetória até a linha de chegada - se é que ela já chegou. Nesse post você descobre um pouco do que eu achei do livro, e no finalzinho uma breve "comparação" com a série. Vamo? Vamo:

Sinopse: Sophia Amoruso passou a adolescência viajando de carona, furtando em lojas e revirando caçambas de lixo. Aos 22 anos ela havia se conformado em ter um emprego, mas ainda estava sem grana, sem rumo e fazendo um trabalho medíocre que assumiu por causa do seguro-saúde. Foi aí que Sophia decidiu começar a vender roupas de brechó no eBay. Oito anos depois, ela é a fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma loja virtual de mais de 100 milhões de dólares, com mais de 350 funcionários. Além da história de Sophia, o livro cobre vários outros assuntos e prova que ser bem-sucedido não tem nada a ver com a sua popularidade; o sucesso tem mais a ver com confiar nos seus instintos e seguir a sua intuição. Uma história inspiradora para qualquer pessoa em busca do seu próprio caminho para o sucesso.
Atitude. Sophia Amoruso é uma garota de atitude. 
A vida inteira soube se destacar não sendo o que as outras crianças ou adolescentes eram. Soube ver o mundo de uma forma diferente, e mesmo sem saber o que exatamente queria para a vida, sabia que tinha muito mais para ver do que simplesmente nascer, crescer reproduzir e morrer. Sophia não se conformava que a vida seria só isso, por isso vivia constantemente irritada, tentando contornar essa ideia de que era só isso.
Uma #Girlboss é alguém que é responsável pela própria vida. Ela consegue o que quer porque trabalha para isso. Como #Girlboss, você assume o controle e aceita a responsabilidade. Você é uma lutadora - sabe quando dar o soco e como receber o golpe. 
Em #GIRLBOSS, Sophia nos conta, com uma naturalidade incrível e um ar de que está conversando olho no olho com o leitor, como conseguiu sair do anonimado - o que não era seu principal objetivo - e conquistar milhões com sua loja online, a Nasty Gal. 

Combinada a narrativa "memórias", Sophia nos passa dicas de como ser uma #Girlboss, isto é, como ser uma garota forte e independente, e saber tirar proveito e aprender com as situações que aparecem à nossa frente. 


quando você acredita em você mesmo, as outras pessoas também acreditam em você

Isso não é uma resenha.
Eu não ousaria fazer resenha desse livro, mas eu precisava postar sobre ele em algum lugar, fazer as pessoas saber da existência de um livro assim, sabe?

Outros Jeitos de Usar a Boca é o tipo de livro que, assim, de primeira, não me atrai. 
Está ali, repleto de poemas, um pequenininho, algum que toma mais de uma página, e eu estou aqui, na minha, procurando romances que tomem algumas horas do meu dia para serem lidos. E um livro tão forte, e ao mesmo tempo breve, como o de Rupi, não me chamaria a atenção. Mas, por indicação de um amigo (oi fredo), eu li. E, ah, que bom que eu li. 

Porque, olha... que livro. 

Alguns poemas vêm acompanhados de uma ilustração, feita pela própria autora, que nos deixa ainda mais tocados. Pode ser bonitinho, pode ser doloroso. São poemas, estão ali para tocar pessoas e tocou a mim. Vários deles. Li o e-book e, chegou um momento em que eu terminava de ler um poema e tirava o print da tela. Instantaneamente pensei que esse livro, se eu o tivesse físico, ficaria na minha cabeceira por um bom tempo. 
Créditos: delivroemlivro.com.br 
Você, se navega pelo YouTube, deve ter visto o canal da JoutJout falando sobre. Ela, pisciana como eu, ficou extremamente tocada pelo livro, e fala dele com tanta paixão, que foi inevitável não concordar com cada parte daquele vídeo. Muito se fala também, em Outros Jeitos de Usar a Boca, sobre feminismo. O corpo da mulher, as vontades e os quereres da mulher. Poemas falam sobre o que é ser mulher, e o que é reconhecer uma mulher a sua frente, vê-la muito além da beleza feminina - mas não é um livro para mulheres exclusivamente. É um livro para ser lido e compreender o que é ser mulher, em vários aspectos.

Claro, eu não me senti representada em todos os poemas. O livro é dividido em quatro partes, e cada uma delas foca num sentimento. Amor, Dor... etc. (eu não lembro as quatro exatas, mas lembro do que tratam), e por eu estar em um relacionamento saudável e duradouro, atualmente, me identifiquei com quase todos os poemas da parte "amor". Na parte seguinte, onde a autora narra sobre a cura depois de perder alguém, eu não me identifiquei (pois não passei por isso romanticamente) mas eu SENTI o que ela estava transmitindo. Eu pude ver o tamanho do sentimento dela, tudo o que precisava sair, e ali estava: em poemas. Curtos, médios, longos, esperançosos, destruidores. E essa é a função do poema: conseguir penetrar o leitor e fazer com que sinta-se tocado. 

E olha que eu nem sou a maior leitora de poemas. 
Nem a menorzinha. 

Mas esse livro... que livro!



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