Oi, gente <3
Estão preparados para uma resenha super emocional? hahaha


Autor: Benjamin Alire Sáenz
Páginas: 464
Editora: (no Brasil será lançado pela) Seguinte
Sinopse: Um lindo romance adolescente do multi-premiado autor e poeta Benjamin Alire Saenz, situado na fronteira americana com o México, sobre família e amizade, a vida e a morte, e um adolescente lutando para entender o que sua adoção diz ou não a respeito de quem ele é .Sal conhecia seu lugar com seu pai gay adotivo, sua família mexicana-americana amorosa e sua melhor amiga, Samantha. Mas é o último ano do colégio e de repente Sal está distribuindo socos, questionando tudo e percebendo que ele não se conhece mais. Se Sal não é quem ele pensou que era, quem é ele?


Eu não costumava ler muitos livros YA. Tinha essa estranha sensação de que todos contavam a mesma história, ou pelo menos histórias muito semelhantes, com personagens sempre sarcásticos, adolescentes engraçadinhos se envolvendo em romances inexplicáveis em momentos da vida complicadíssimos. Eu ainda penso isso sobre uma grande parte dos YA, mas minha visão foi mudando aos poucos. Quanto mais eu me abria para esse gênero, mais achava livros que me agradavam – eu só precisava procurar MUITO. É aquela coisa: YA retrata a vida de adolescentes, e eu não sou mais adolescente, MAS, mesmo quando eu era adolescente eu não lia YAs. Vai ver eu tô pegando o jeito da coisa agora, né? Uma reação tardia. Vai saber… O negócio é: um dos primeiros livros Young Adult que li e me encantei – de tal forma que subiu para o meu top 3 assim que finalizei – foi Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo. Aquele livro acabou comigo, meu Deus. E quando eu soube do mais novo livro do mesmo autor, é LÓGICO que eu quis ler. Na mesma hora. Em e-book, em inglês. Eu precisava. E aí eu li. E eu acho que nunca mais vou sentir por um livro YA o que eu senti por esse.

Eu sei que é difícil falar sobre algo que a gente gosta muito sem ser exageradamente passional sobre isso, mas eu vou tentar. Eu juro que vou. Se eu não for bem-sucedida, pelo menos eu tentei.
The Inexplicable Logic of My Life conta sobre a vida de Salvador Silva, um Mexicano-Americano adotado por um pai solteiro e gay, que vive na cidade de El Paso, no Texas, e de repente se vê no meio de uma briga. Mais ou menos uma briga. Sal enfia um soco na cara de um garoto que chamou seu pai de bicha – faggot, no original. Seria só mais um dia normal na vida de um adolescente normal, mas Sal não costumava sair por aí usando o punho para resolver as coisas. Não foi assim que ele foi criado. Isso levanta mil e uma questões na cabeça de Salvador – que já está passando por uma fase decisiva na vida.
Com o câncer da sua Mima – avó – de volta, a faculdade batendo na porta, uma carta da sua falecida mãe para ser aberta e lida, Sal está definitivamente confuso. E o lance do punho continua acontecendo. A vontade de socar caras que passam por seu caminho e desrespeitam de alguma maneira alguém da vida de Sal só aumenta, e isso o faz se perguntar: será que estou agindo como meu pai biológico, o qual eu nunca conheci, e divide o DNA comigo? Isso realmente importa, ou a forma como eu fui criado, as pessoas que me rodearam minha vida inteira e que me ensinaram tudo o que sei é que realmente influenciam a maneira como encaro a vida?
Em The Inexplicable Logico of My Life vamos descobrir respostas para perguntas envolvendo família, amor, amadurecimento e a lógica da vida. Mesmo aquela inexplicável.

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Gente. Ah, gente!

Sabe aqueles livros que a gente lê o prólogo e já se acomoda na cadeira, respira fundo e se prepara para passar as próximas horas envolvido(a) naquilo? “The Inexplicable…” com certeza é um desses livros. Logo no início, no prólogo de apenas uma página, a gente já consegue sentir a delicadeza e a profundidade do que vem por aí. Essa primeira cena envolve uma memória de Salvador, nosso personagem central, sobre sua avó, quando ele tinha cinco anos de idade. A memória acompanha todo o livro, e não decepciona quando nos é explicado porque ela está logo ali no início.
Logo após o prólogo conhecemos Sam, a amiga de infância de Sal, que está empolgadíssima com o começo do último ano do ensino médio e animada com a perspectiva da faculdade – Sal, bem, nem tanto. Conhecemos também o pai de Sal, Vincente – Mr. V. – e Fito, o amigo de Sal, que ganha mais visibilidade no livro com o passar das páginas.
O arco dos personagens está feito – Sal, Sam, Pai, Fito – e… bem, e aí a história se desenrola.
É inútil tentar falar sobre as emoções que o livro nos proporciona. Eu passaria tempo demais aqui listando uma a uma. É felicidade, um aperto no peito que esmaga nosso coração, dor, saudade, compreensão… tudo o que um livro pode nos proporcionar. Não é apenas um livro emocionante. É um livro que nos passa a sensação de haver esperança até para as coisas mais impossíveis. Há felicidade nas situações mais devastadoras, há saudade mesmo quando não perdemos nada – ainda. E, acima de tudo, há amor.
O livro é todo escrito em primeira pessoa pela visão do Sal, os capítulos são curtos - como em Aristóteles e Dante - e os questionamentos do personagens são muito... humanos. Difícil não se sentir representado por ele, pelo menos em algum aspecto da vida, e é difícil não se ver ali, naquele ciclo de amizade, na família do Salvador, nos conflitos da sua adolescência. Os personagens melhores amigos de Sal são verdadeiros, passíveis e erro - vários deles - e não formam uma amizade perfeita, impossível de ser quebrada. São amigos apesar das rachaduras - neles mesmos e nos seus relacionamentos. 
Uma das maiores lições do livro é essa: há amor em tudo, e em todos. Somos capazes de amar das maneiras mais inexplicáveis e não necessariamente compreensíveis. Existe amor nas pequenas e grandes coisas, nas palavras boas e nas não tão boas assim. Existe amor em nós. E nós devemos amar – e nos deixar ser amados.


Todo mundo deveria ler esse livro.
Super recomendo!

O lançamento no Brasil está previsto para Junho/2017. 
Trarei novidades assim que souber mais! 


2 Comentários

  1. Oi Renata! Eu super me identifiquei com vc, nem sempre eu estou na vibe de YA, na verdade acho que leio hoje bem mais que antes, acho que tinha certa birra rs Não conheço esse, mas gostei do enredo, acho que vou curtir!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  2. Nossa, como eu já amo!
    Os livros YA seguem um padrão, ando meio desapontada por isso porque eu realmente gosto de ler coisas do gênero. Adorei sua resenha e fiquei super curiosa para conhecer o livro, ele deve ser lindo.
    Quando lançar, já o terei em mãos.

    estantedakahofc.blogspot.com.br

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